Márcia Bezerra
Especialistas em educação têm afirmado que o ensino híbrido – ou seja, aquele em que a aula acontece online e presencial - é uma das principais tendências para o século 21, em certa medida impulsionado pelo advento da pandemia. Como toda novidade, ele traz consigo alguns desafios que precisam ser superados e que, neste caso em específico, estão relacionados a diferentes atores e elementos dentro do processo educacional.
Seguindo nessa linha de pensamento, podemos caracterizar como a primeira dificuldade, ainda para a adoção do modelo híbrido, mesmo já tendo experimentado o remoto e o presencial separados, é o domínio das ferramentas tecnológicas. Primeiro a potência delas e, depois, a nossa habilidade de lidar com elas. Esses continuam sendo grandes desafios.
Na sequência, eu vejo que a relação entre um ambiente ou outro, entre os alunos que estão presencialmente na unidade, ao mesmo tempo dos alunos que estão em casa, também passa a ser uma necessidade específica para que isso tudo funcione. O que eu quero dizer é que: quando o aluno ficar em casa, ele não pode se sentir à mercê de uma discussão ou de um contexto que no presencial sabemos ser mais intenso, mais vivo. Estamos levantando essas possibilidades e trazendo pessoas que nos ajudem a ver cenários possíveis de implementação, de dar o melhor no Ensino Híbrido.
Na minha opinião conhecer os desafios que ele nos apresenta na prática será só a partir do momento em que o colocarmos efetivamente para funcionar. E ainda não conseguimos fazer isso porque não temos a liberação aqui do Poder Público. É certo que à medida que formos colocando em prática as sugestões, alternativas e diferentes metodologias, vamos conseguir aperfeiçoar e melhorar para que atenda todas as necessidades. O que irá nos ajudar bastante é pensar sempre no que nos move. No objetivo de tudo isso. Preciso ter plena consciência sobre o que está sendo entregue desse conteúdo e de que forma estou fazendo isso para que atinja o meu público de maneira geral.
De volta à questão inicial, é preciso entender que ainda não temos uma receita pronta e as instituições de ensino terão que construir os próprios modelos. Algo como aperfeiçoar uma máquina com ela em movimento. O que é certo, de fato, é que isso precisa ser feito com o conceito de personalização. É o que temos que buscar, a personalização do ensino.
Márcia Bezerra é pedagoga e diretora da Escola Chave do Saber (ECSA).

Ainda não há comentários.
Veja mais:
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera