João Edisom
Quando tratamos sobre o VLT há um conjunto de perguntas que vão além dos crimes de desmando e corrupção visíveis e expostos no meio das avenidas das cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
Não tenho qualificação técnica e nem formação em engenharia de trânsito para fazer um juízo qualificado sobre qual o modal seria o ideal para a região metropolitana de Cuiabá. Sei quando funciona e quando não funciona. Também não sou candidato a ser usuário dos mesmos como condição permanente para minhas atividades.
O que sei é que no mundo político há problemas que são infinitamente mais importantes que a solução. Essa questão da não conclusão do VLT é mais um destes fenômenos que se acabar vai destruir várias bandeiras para as próximas campanha política.
Para tanto, é só buscarmos respostas ou ver os argumentos para tais perguntas:
- Quando foi definido que se implantaria o BRT, lá no início, pelo então governo Blairo Maggi, a população foi consultada?
- Quando mudaram de BRT para VLT consultaram a população?
- Por que hoje os que fazem essas exigências não fizeram no passado, sendo que muito deles estavam no poder?
- Todas as pessoas que estão dando opinião conhecem ou têm estudos e fundamentos para isso?
- Com base em que conceito ou interessados dão tantos palpites e apontam tantos critérios técnicos entre eles as famosas Fake News?
- As pessoas que tanto brigam por VLT ou BRT vão usar ele quando estiver pronto? Serão clientes usuários? Ou apenas querem ser apenas destaques de obras com o dinheiro do povo?
- Os estudos feitos por especialistas desde o governo Blairo Maggi apontam o que na verdade?
- Pessoas que silenciaram durante uma década estão histéricas agora que alguém deu uma solução, por quê?
- Por que pessoas e até políticos que não moram em Cuiabá e nem em Várzea Grande estão tão interessadas neste assunto ao passo de entrarem na justiça, gravar vídeos e fazer escarcéu?
- A não realização de uma boa obra de mobilidade daria discurso para eleger quantos políticos ainda? João Arcanjo foi longe e conduziu muitos ao poder, mas foi só soltar ele e acabou o discurso e os eleitos por ter preso ele estão fora do poder.
- O fato de termos BRT agora impede que no futuro possa implantar também o VLT?
- A realização da obra, se der certo, poderá endeusar o gestor que inaugurar e isso afetaria a autoestima dos outros políticos? O dinheiro a pagar é do povo que paga impostos.
- E o povo, aqueles que realmente vão usar no dia a dia, estão interessados que demore mais um pouco até que os que não vão usar cheguem primeiro a um acordo e enquanto isso os usuários continuam a transitar com aquilo que por ora temos?
Mas realizar melhorias no transporte público esta deixando muita gente que nunca usou o mesmo desesperada, e isso é muito estranho.
João Edisom é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso.

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