Evaldo Silva
A pandemia do novo Coronavírus mudou os planos de muita gente. O empresário forte, já consolidado no mercado, sentiu o impacto econômico nos últimos meses, mas, com um ajuste ou outro, teve forças para continuar com as portas abertas. Hoje, ainda que de maneira lenta, esse empresário já consegue visualizar um cenário mais favorável.
Por outro lado, muitos não conseguiram se sustentar diante dos desafios que chacoalharam o mercado. Pouco dinheiro, dificuldade na gestão, saúde emocional abalada... Muitas portas se fecharam e, consequentemente, diversos profissionais perderam seus postos de trabalho.
Não bastasse o fantasma do desemprego, a alta no preço dos alimentos torna a situação ainda mais preocupante. Mexe no bolso, pesa nas decisões. Mais complicado ainda é o dia-a-dia das famílias que sobrevivem com muito pouco.
Diante deste cenário, há quem busque força e coragem para recomeçar. Distribui currículos e investe tempo em novas capacitações; mas têm aqueles também que se dedicam a novas ideias e ousam empreender.
De janeiro a setembro deste ano, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no país aumentou 14,8%, comparado com o mesmo período do ano passado, chegando a 10,9 milhões de registros. Os dados são do Portal do Empreendedor, do Governo Federal. Isso mostra que, mesmo em meio a uma pandemia e potencial crise econômica, o Brasil caminha, em 2020, para registrar o maior número de empreendedores da história.
E não para por aí. Uma estimativa feita pelo Sebrae recentemente aponta que cerca de 25% da população adulta estarão envolvidos, até o fim do ano, na abertura de um novo negócio ou com um empreendimento de até 5 anos de atividade.
Muitos desses empreendedores iniciaram o novo projeto, não por vocação, e sequer tiveram um planejamento para isso, mas, por necessidade. Diante do desemprego, buscaram alternativas para dar a volta por cima.
São nos momentos de adversidades que o ser humano encontra energia e intrepidez para traçar novos rumos para a sua caminhada. Quem busca uma recolocação no mercado, tem expectativa no novo e disposição para fazer mais, e diferente.
Quem decide empreender também passa a enxergar um universo de possibilidades. O empreendedorismo pode significar um voo mais alto. Mas, atenção: o ideal é que o primeiro passo seja dado em terra firme, com planejamento adequado, capacitação, informações sólidas sobre o cenário econômico e escolha do nicho correto.
Quer empreender? Busque ajuda profissional para que o seu negócio realmente alcance o resultado esperado. Identifique a área que você domina, avalie o mercado, e empreenda com segurança.
O momento ainda é delicado, desafiador. Por isso mesmo, assim como cuidamos da nossa empresa, emprego, da nossa casa, também não podemos descuidar da saúde, e desta forma, continuar nos protegendo do vírus, utilizando máscara e seguindo todos os protocolos de segurança. Finalizo dizendo que, com conhecimento e principalmente, planejamento, além de fé e coragem, é possível vencer.
Evaldo Silva é Presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera
Software: TJ mantém bloqueio de conta de jogo eletrônico
Estado anuncia redução do ICMS da cesta básica em 2026