Da Redação
Num cenário marcado de denúncias, a prefeitura de Cuiabá deflagrou "força-tarefa" sobre as ações de fiscalização do Toque de Recolher - ampliando o leque de abordagem em todas as regiões da Capital, como informa a gestão.
O Toque de Recolher foi retomado na noite dessa terça-feira (28), em todas as regiões da cidade, e as equipes notificaram - segundo levantamento, e autuaram "bares, restaurantes, distribuidoras de bedidas e comércio informal, como venda de espetinhos, por conta do descumprimento do horário permitido de funcionamento e das medidas de biossegurança".
Conforme o Executivo municipal, "a força-tarefa contou com cerca de 40 pessoas – agentes de regulação da Secretaria Municipal de Ordem Pública, agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana e Polícia Militar". “Ainda havia muita confusão porque está praticamente tudo aberto, mas tem a restrição de horário. Muitos alegaram que não sabiam, mas nós explicamos que o decreto nº 8.020 autoriza bares e restaurantes a funcionar até 21h, o pessoal obedeceu e todo mundo foi embora. O trabalho foi feito e vamos continuar trabalhando!”, destaca o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Leovaldo Sales.
A gestão pontuou que "antes do início dos trabalhos, Sales fez um discurso às equipes, homenageando a memória do servidor Benedito Edmar Rodrigues, 56 anos, que estava atuando na fiscalização e morreu na segunda-feira (27), vítima de Covid-19".
Considerou que "o chefe da pasta motivou as equipes a continuar com determinação o trabalho, mesmo diante da perda do colega, pediu ânimo, agradeceu a todos e deu as boas-vindas aos novos policiais militares que passaram a reforçar a operação". “Eu também destaquei as vantagens do toque de recolher porque ele reduz o ajuntamento de pessoas e o Estado também se beneficia dele porque reduz muito a criminalidade nas ruas”, aponta Sales.
Confira mais informações - conforme o balanço:
O secretário-adjunto de Apoio à Segurança Pública, Marion Metello, que coordenou os trabalhos, explica que, geralmente, a operação começa intensificada na região com mais incidência de aglomerações. Em seguida, cada equipe vai para uma região da cidade. “Essa força integrada passa para a comunidade o conceito coletivo de que a fiscalização está na rua. Isso dá um impacto muito grande na sociedade. Já viemos de um período longo de quarentena, então, quando liberou, saiu todo mundo! Então teve aquela aglomeração que já teve disseminação nos meios de comunicação e o toque de recolher vem para restabelecer a ordem, a fiscalização continua porque é a única forma de prevenção”, afirma.
Metello lembra que o primeiro dia de retorno do toque de recolher não foi fácil para as equipes, que no mesmo dia se despediram do colega Benedito Edmar Rodrigues. “É um momento difícil, principalmente porque participamos do funeral do Edmar, que era uma referência da fiscalização, um fiscal exemplar, excelente pessoa como pai, como profissional, um coração enorme, tanto é que todo mundo sentiu a sua partida. O medo faz parte da profissão, mas o que motiva é a coletiva, é cumprir uma missão”, assevera.
O secretário-adjunto destaca ainda que, por determinação do secretário Leovaldo Sales, as equipes de fiscalização têm seguido as medidas de biossegurança, com o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs), do álcool em gel, da máscara, do distanciamento entre si.
Membro da Operação Integrada de Prevenção à Covid-19 da Secretaria de Ordem Pública, o sargento PM Claudiney, que esteve na primeira noite de toque de recolher após o decreto nº 8.020, afirma que o que incomoda é ver a reincidência dos fiscalizados. “É muito difícil a questão da reincidência porque, quando a gente faz as abordagens, geralmente são nos mesmos locais e as mesmas pessoas. Então a gente pede essa consciência pra toda população e pra quem já tem a consciência que sejam multiplicadores dessa consciência”, apela.
O prefeito Emanuel Pinheiro enfatiza que tem trabalhado dia e noite para combater o coronavírus e reforça que precisa do apoio de toda a população. “Muitas famílias já choraram a perda de entes queridos, são milhares de infectados. Estamos fazendo de tudo para enfrentar essa que é a maior crise sanitária da História, mesmo diante de dificuldades enormes, estamos fazendo de tudo para acertar e proteger a saúde e a vida das pessoas. Se fala muito de fiscalização, mas, nos ajudem, façam sua parte, tenham responsabilidade consigo mesmos, com suas famílias e com seus semelhantes para que, juntos possamos cessar essa pandemia”.
Com Assessoria

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