Da Redação
Em reunião com deputados nesta terça-feira (26), o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, rebateu questionamentos de parlamentares acerca do empréstimo que o Governo espera confirmar de até US$ 332 milhões junto ao Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), visando quitar a dívida com o Bank of America.
Na seara de críticas sobre a operação, pontuadas por deputados como Wilson Santos (PSDB), Gallo revidou ao asseverar o quadro de perspectivas sobre "fluxo de caixa" na atual administração.
"Melhora a condição da dívida. Encontramos proposta barato junto ao Banco Mundial, com condições melhores, e alongando por 20 anos. Isso vai dar a Mato Grosso nos próximos 4 anos, algo em torno de R$ 760 milhões", disse o secretário.
Justificou que o montante deve ser aplicado em saúde, e segurança pública. "É isso que está em jogo. Colocamos aos deputados e esperamos a aprovação da Casa", assinalou.
Em relação ao pedido de urgência sobre o trâmite da matéria no Poder Legislativo, o secretário considerou que "foi solicitado urgência, urgentíssima, mas sem se furtar ao debate. Fizemos o debate, apresentamos por mais de três horas aos deputados, na totalidade dos deputados".
Acrescentou que "o pedido de urgência é porque não queremos pagar a parcela de setembro para o banco americano. Hoje pagamos R$ 145 milhões da parcela de março. Isso nos traz um custo social enorme. Esses recursos poderiam ser gastos com saúde", disse citando o cenário da Santa Casa.
Reiterou que "há uma urgência, mas respeitamos o tempo do Parlamento. Se conseguirmos encurtar prazo, nosso objetivo é renegociar em julho." Gallo lembrou ainda o contexto delicado das finanças do Estado, pontuando que "42% da receita é com dívida. Hoje não temos capacidade de pagamento, falta liquidez na conta".

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