Sonia Fiori - Da Editoria
Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, considerou o panorama “sombrio” dos cofres públicos e disse, nesta quinta-feira (17), que a perspectiva no atual cenário é de “calote” do Governo Federal em relação ao repasse do FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), sobre os exercícios 2017 e 2018, que podem gerar perda aproximada de R$ 1 bilhão aos cofres públicos de Mato Grosso.
Isso porque não há previsão do FEX no Orçamento da União. “Nós perdemos R$ 450 milhões do ano passado, Mato Grosso e os municípios e esse ano, mais R$ 450 milhões, e o que isso significa, que em dois anos vamos perder quase R$ 1 bilhão. É um calote", disse em menção à atual seara de negociações entre MT e o Governo Federal - em que pese o campo de análise da União sobre desdobramentos de pedido de remessa dos recursos ao Estado.
"Estivemos ontem com o ministro (da Economia, Paulo Guedes), e não há previsão no atual orçamento elaborado pela equipe econômica e ele também achou um absurdo isso”, explicou o secretário pontuando o foco do Decreto de calamidade financeira do Estado que visa estabelecer um quadro mínimo de economia no caixa público diante de um défict global de R$ 3,9 bilhões.
Considerou ainda estar sendo avaliado pelo Governo Federal a possibilidade de editar Medida Provisória para repasse do FEX, mas sem sinalização de data ou confirmação de que a destinação dos recursos de fato irão ocorrer no atual exercício.
“Ontem protocolamos requerimento. O governador assinou requerimento para o presidente da República e para o ministro Paulo Guedes, expondo essas razões de calamidade e solicitando providências na edição dessa Medida Provisória, na abertura de crédito extraordinário, para que seja repassado o FEX de 2018, e aí abriu uma discussão sobre o FEX de 2019. Foi isso que nos trouxe a uma forma mais aguda nessa situação de calamidade”, frisou Rogério Gallo.

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