Da Redação - FocoCidade
O setor da pecuária de Mato Grosso entregou ao candidato a governador Wellington Fagundes (PR) um documento contendo cinco eixos de reivindicações nas áreas tributária, fundiária, econômica, de infraestrutura e meio ambiente. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva da carne no estado. A aplicação do Fundo Estado de Transporte e Habitação (Fethab), sem desvio de finalidade, está na pauta do setor.
Assinado pelas principais instituições, que são Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Criadores Nelore (ACNMT) e Sindicato Rural de Cuiabá, uma das principais exigências é a aplicação de 100% do Fethab na abertura, manutenção e asfaltamento de rodovias; e o fim do Fethab 2 até 31 de dezembro deste ano.
Para conselheiro administrativo da Nelore Mato Grosso, José João Bernardes, apesar de o estado representar o setor agro no Brasil, possui instituições públicas pouco organizadas e representativas, a exemplo do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), que cobra mais de R$ 70 milhões em taxas dos produtores, mas tem um orçamento médio de R$ 20 milhões.
“Hoje, quem está ajudando o Indea a se estruturar para prestar um bom serviço ao setor é o próprio pecuarista, mas queremos exigir que esse recurso das taxas seja reinvestido na própria instituição”, disse o pecuarista apontando para a plateia, onde havia dois ex-presidentes do Indea, entre eles, Guilherme Nolasco, atual gestor do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Na avaliação do candidato Welligton Fagundes, o estado precisa criar um programa voltado para o desenvolvimento da política agrícola que envolva todos os setores e com isso promover mudanças possíveis de serem executadas. “Tenho 27 anos como parlamentar e nunca vivenciei uma crise política e econômica tão severa. Diante deste cenário, vamos nos pautar no diálogo e no bom senso”.
O pecuarista e vice-presidente do Sindicato Rural da capital, Celso Nogueira, explica que o documento descreve ponto a ponto os anseios e dificuldades de quem vive no campo e gera riqueza para o estado. “Mato Grosso é muito rico, mas pouco valorizado pelo governo federal, temos que melhorar essa relação e trazer mais recursos e investimentos para a nossa região, além de discutir a questão tributária”.
Já o consultor da Acrimat, Amado de Oliveira Filho, frisa que as entidades estão fazendo questão de entregar a pauta para todos os candidatos, porque o intuito é reforçar que o cargo exige mais que gestão, há que se exercer a habilidade de estadista. Ele também cobra uma política ambiental mais efetiva e célere. “Temos demandas que afetam a nossa cadeia produtiva que não se encerram no estado, por isso a importância de habilidade e visão de negócio”.
A reunião com Wellington ocorreu durante o churrasco semanal com a categoria, realizado às segundas-feiras, a partir das 19h, na sede da Nelore, no Parque de Exposição Jonas Pinheiro, na capital. Mas nesta quarta-feira (26), o setor também receberá outro candidato a governador, Mauro Mendes (DEM), a partir das 20h, no mesmo espaço.
Segundo representantes do setor, Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, dos quais 90% desse total da raça nelore, mas enfrenta muitas dificuldades para desenvolver uma política organizada para a área da pecuária. “Estamos colocando as nossas demandas a todos os candidatos e também ouvindo, dialogando, de maneira democrática e não partidária”, avaliou Mario Candia, presidente da Nelore.
Esse mesmo documento já foi entregue ao governador Pedro Taques (PSDB), candidato à reeleição, no mês de agosto, que prometeu o fim do Fethab e outros avanços na política econômica e ambiental do estado. Também participaram do evento o candidato ao Senado, Adilton Sachetti (PRB), e o conselheiro afastado do Tribunal de Contas, Antonio Joaquim, que é associado no setor.
Com Assessoria

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