Da Assessoria-Crea
“Os profissionais do Sistema Confea/Crea têm muito a contribuir com a sociedade e queremos de forma efetiva apresentar sugestões para que os candidatos que se propõe a assumir o destino de Mato Grosso nos próximos quatro anos, tenham em mãos as sugestões das engenharias para o desenvolvimento do Estado”.
A afirmação é do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), João Pedro Valente, e foi pronunciada durante entrevista a um programa de TV, na sexta-feira (20), em Cuiabá, quando questionado sobre um trabalho que o Crea-MT está desenvolvendo, elaborando propostas para serem entregues aos candidatos à governo do estado nas próximas eleições.
“Temos recebido muitas queixas e críticas, principalmente quanto à nossa capital referente à triste página sobre as obras inacabadas da Copa. Entendemos que a presença do profissional habilitado na execução da obra apenas, depois das regras estarem prontas, não tem sido efetivo. Entendemos que o profissional da engenharia deve estar presente desde o planejamento e a formatação do Edital, definindo quais os critérios deste documento e da obra. Então nós vamos sugerir aos candidatos à governo que exijam a presença dos profissionais com responsabilidade técnica desde a formatação dos editais, bem como na sua execução, depois na elaboração do contrato, e na execução das obras. Tudo com o objetivo de se evitar obras paralisadas”, detalhou o presidente
João Pedro Valente ainda acrescentou durante a entrevista que também é “queixa de muitos empresários, a pressão de órgãos públicos para o subdimensionamento das obras que precisa ser feito em detrimento da qualidade das mesmas, pensando em conseguir o melhor preço no certame. O que leva aos aditivos de contratos. Portanto a contribuição da engenharia desde a concepção da obra até a sua execução garantiria maior qualidade e evitariam obras inacabadas”, afirmou.
Os trabalhos iniciaram em 16 de julho, e reúne inicialmente um grupo de 11 profissionais, mas é solidário a contribuições. “É um trabalho que estará à disposição dos postulantes, principalmente dos candidatos ao governo do Estado ”, afirma o presidente do Crea-MT, João Pedro Valente.
“Os profissionais querem ter mais voz e, como o Crea-MT tem uma capilaridade muito grande, surgiu a ideia de promover encontros para capturar essas ideias, principalmente do Plenário do Regional, que são os profissionais que representam as entidades de classe do Sistema Confea/Crea e Mútua em nosso Estado, para assim dizer o que o profissional de engenharia pensa e vê como demandas de suas áreas junto à sociedade mato-grossense. Um engenheiro, quando vê um problema, observa, sabe o que causou e a maneira de resolver. Tem um olhar técnico e, por isso, a opinião do engenheiro é um diagnóstico”, avalia o presidente.
Após elaboradas as propostas, as mesmas serão apresentadas aos candidatos à Governo do Estado em “Ciclo de Debates: A contribuição das engenharias para o desenvolvimento do Estado”, a ser realizado no Plenário do Crea-MT, em Cuiabá. “Às vezes, há o dinheiro para as melhorias, mas faltam bons projetos. O desafio é, estamos nos preparando para apresentar aos candidatos propostas, nos predispondo a ajudar, na implementação dessas propostas. É preciso que a gente não somente critique, mas também apresentemos propostas. Daremos essas sugestões a todos os candidatos ao governo do estado e, com certeza gostaríamos de ver contempladas estas propostas”, completou João Pedro Valente.
Ainda não há comentários.
Veja mais:
Operação da PM apreende 353 tabletes de maconha em VG
Balanço do 1º semestre: PC identifica 100% dos autores de feminicídios
MT: Governo e multinacionais anunciam mais três usinas de etanol
TJ crava: falta de energia em casa com criança gera indenização
Aumenta intenção de consumo pelo 2º mês consecutivo, aponta estudo
Créditos de ICMS do agronegócio em Mato Grosso
CPI das Obras em Cáceres pode ser anulada
Os bastidores maquiavélicos da política
MP cita crime de apropriação indébita e denuncia advogada em MT
AL alerta: audiências irão debater feminicídio em cidades-polo