Elisabete Queiroz
Em qualquer empresa ou organização, diagnósticos são de suma importância para as boas práticas de gestão, quando se tornam peças principais na execução de um planejamento estratégico voltado para a melhoria de resultados, políticas gerenciais e pleno funcionamento de unidades gestoras. Diagnósticos servem para auxiliar gestores em termos de capacitação, desenvolvimento de competências proativas, alinhamento de indicadores de esforços, entre outros.
Para serem efetivos, os diagnósticos devem passar pelo desenvolvimento de uma metodologia de pesquisa, aplicação dos instrumentos, tratamento e análise de informações, elaboração de relatório por Unidade Gestora, e elaboração de relatório conclusivo. Em Mato Grosso, níveis de maturidade em gestão estratégica de diversos municípios foram verificados e documentados por meio de diagnósticos, baseando-se no comprometimento das lideranças, envolvimento da equipe, disseminação do plano, organização estratégica, resultados alcançados, indicadores e metas traçadas.
De acordo com o último diagnóstico realizado, apenas 10% dos municípios foram considerados cases de sucesso – Nível V da gestão estratégica –, um “estado da arte”, quando a organização conta com um sistema de gestão evoluído, cuja excelência é identificada em quase todos os resultados e atende plenamente às necessidades da sociedade local. Em relação aos demais municípios pesquisados, 23% estão no Nível II, estágio inicial quando esforços são percebidos para manter o sistema em andamento; 44% estão no Nível III, quando o sistema de gestão estratégica está em evolução e alguns resultados começam a ser obtidos, frutos do alinhamento aos esforços; e 23% estão no Nível IV, estágio avançado entre esforço e resultados, onde os sistema de gestão estratégica estão em franca evolução e a liderança utiliza-se plenamente do Planejamento Estratégico para gerenciamento das ações.
Recentemente, observamos em todo o Brasil uma necessidade latente de unidades gestoras operarem estrategicamente. Presenciamos a movimentação de um setor da sociedade que mobilizou e teve apoio significativo dos brasileiros contra aumentos crescentes de impostos em decorrência de desmandos político-econômicos nos setores público e privado, cuja conta quem vinha pagando é o cidadão.
Diagnósticos são necessários por se tratarem de instrumentos de avaliação e alinhamento entre Plano Estratégico e Lei Orçamentária Anual, resultados, perspectivas estratégicas, objetivos estratégicos, geração de valor público e nível comportamental da organização, visando guiar unidades gestoras para o “Estado da Arte”, quando os gestores atenderão a sociedade de forma organizada e efetiva, sem que para isso haja necessidade de greves ou paralisações.
Elisabete Queiroz é consultora em Gestão Estratégica e Mestre em administração pela Universidade de Extremadura, Espanha.

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