Da Redação - FocoCidade
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Pedra Preta, com o objetivo de desmantelar esquema criminoso atuante na Prefeitura de Torixoréu/MT. As investigações tiveram início em 2015 para apurar os crimes de peculato, omissão na prestação de contas de recursos federais, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Cerca de 15 policiais federais cumprem um mandado de prisão e quatro mandados de busca e apreensão no município. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Barra do Garças/MT.
Provas obtidas apontam que o principal investigado, um agente público da Prefeitura de Torixoréu, fraudou licitação e desviou recursos de convênio da administração municipal, pagando a uma empresa contratada cerca de R$ 600 mil sem que qualquer obra tivesse sido realizada até fevereiro de 2015.
O suspeito contratou outra empresa e adquiriu diretamente os materiais e insumos necessários ao início da execução da obra, sem licitação, custeando o serviço com recursos diversos do convênio, inclusive com recursos próprios da prefeitura.
Com os valores desviados, o investigado comprou um imóvel rural de R$ 700 mil, registrando-o em nome de terceiro (laranja), consumado o crime de lavagem de dinheiro diante da ocultação/dissimulação e integração dos valores obtidos em razão dos crimes de peculato anteriormente comprovados.
O crime de organização criminosa foi caracterizado tendo em vista a engenhosidade levada a efeito pelos autores para o fim de consubstanciar os desvios aos cofres públicos e a evidente ordenação e divisão de tarefas entres os associados.
O agente público já foi indiciado em outros dois inquéritos da PF pelo desvio de recursos federais (peculato), por meio de pagamentos de obras não realizadas na mesma época.
O nome da operação remete à origem do nome do município de Torixoréu, onde os fatos criminosos foram consumados. Do idioma indígena bororo, a tradução da palavra significa pedra preta. (Com informações PF)
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