CONGRESSO EM FOCO
O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca, empossado ontem, já pediu publicamente a renúncia do presidente Michel Temer do cargo. Um dia após a divulgação das gravações da delação de Joesley Batista, Ronaldo Fonseca foi ao Twitter para pedir a saída do emedebista: “Se Temer não renunciar, a economia vira pó”. No dia seguinte, voltou à rede social para cobrar coragem do agora seu chefe. “Presidente Temer, neste momento o Brasil merece um ato de coragem de vossa excelência, a renúncia”, publicou no dia seguinte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Reprodução do tuíte publicado pelo então deputado um dia após revelação das gravações da delação de Joesley Batista
Ronaldo Fonseca é deputado licenciado pelo Distrito Federal. Apoiou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso em Curitiba, e votou contra a reforma da Previdência. Apesar do apelo pela renúncia, o deputado se posicionou contra a autorização para o Supremo Tribunal Federal examinar as duas denúncias criminais contra o presidente.
“Acatar a denúncia contra Temer é dar a ele o foro privilegiado. Suspender a denúncia é dar a ele o julgamento pelo juiz Moro”, justificou-se na ocasião.
O deputado foi desfiliado do Podemos, do pré-candidato à Presidência Alvaro Dias, depois que aceitou assumiu o ministério.
Segundo o Estadão, a escolha do deputado foi um aceno de Temer aos evangélicos, um dos principais alvos do ex-ministro Henrique Meirelles, pré-candidato à Presidência pelo MDB. Pastor, Ronaldo Fonseca é coordenador da bancada da Assembleia de Deus na Câmara dos Deputados.
Ao empossar o novo ministro, Temer disse que ele tem “vocação para o diálogo e para a conciliação”. Ronaldo disse ao jornal paulista que “ingressa no governo por ter ótimo trânsito com os políticos, aspecto importante para a coordenação do maior programa do governo federal, o Avançar”. Ele assumiu a pasta no lugar de Moreira Franco, deslocado para o Ministério de Minas e Energia.


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