Foto: Assessoria
Espinha bífida, apesar de ser uma patologia não tão rara, a falta de informação e conhecimento sobre o assunto, faz com que aumentem os números de bebês que nasçam com esse diagnóstico.
O uso de um complemento tão simples como a vitamina B9, mais conhecida como ácido fólico, durante a gravidez, pode fortalecer o sistema imunológico e evitar o surgimento de várias doenças, como por exemplo, a espinha bífida.
Acredita-se que a causa dessa doença, também pode estar relacionada, com a carência de zinco, diabetes na gestante, consumo de álcool no primeiro trimestre de gravidez e a fatores genéticos.
"Meu maior desafio, foi justamente a falta de informação, na época fui buscar respostas na internet e não foi uma boa escolha, porque fiquei desesperada com as matérias que encontrei. Quando descobri, nem a minha ginecologista soube me passar informações a respeito, fiquei deprimida e me lembro que chorei por vários dias, após ver as imagens na internet", conta Magda Queiroz, mãe do Vinicius Queiroz que nasceu com espinha bífida.
Magda que é modelista/ costureira, afirma que passou por diversas situações por falta de informações suficientes para sanar suas dúvidas e que os problemas maiores foram as infecções urinárias que o filho tinha.
"Começamos com as fisioterapias aos 6 meses de idade, mas só quando o Vini já tinha um aninho, foi que eu soube que teria que usar sonda de alívio e todo esse processo de cuidado com a bexiga, conta. Hoje Vinicius tem 17 anos e leva uma vida mais tranquila, está terminando o ensino médio na escola onde estuda desde os 3 anos”, afirma a orgulhosa mãe.
De acordo com o Ginecologista Dr. Edmundo Felix de Barros, todo esse transtorno pode ser evitado fazendo o pré-natal, que é o passo mais importante da gestação.
"O uso do Ácido Fólico nas primeiras semanas de gestação reduz de modo significativo a incidência da espinha bífida. O ideal seria pelo menos três meses antes da gestação", diz. Barros ainda fala que em 40 anos de profissão, só lhe apareceram 3 casos, mas que acredita que existam muitos casos aqui na capital e afirma que muitos casos seriam evitados se o pré-natal fosse feito adequadamente.
A Espinha Bífida é uma malformação congênita comum. A identificação da malformação é detectada ainda nos primeiros meses de gestação e trás sequelas para uma vida toda. Um dilema que pode ser resolvido através de um simples passo: A informação.
"Descobri que minha filha tinha espinha bífida, quando estava com sete meses, e foi muito difícil, os médicos me falavam o tempo todo que minha filha iria morrer, e eu chorava muito, porque nem sabia o que era", conta Sueli Barreto, mãe de Isabeli Barreto que também nasceu com a anomalia.
Sueli, que é do lar, afirma que depois de três dias de nascida, Isabeli fez a cirurgia de correção, mas que algumas funções ficaram limitadas e que somente após conhecer outra mãe de uma criança com a mesma patologia, foi que se informou melhor.
“Depois que eu conheci uma mãe, ela me mostrou a associação, que foi o que me ajudou. Hoje Isabeli estuda, nós vamos para o Hospital Sarah Kubitschekem Brasília-DF duas vezes ao ano fazer o tratamento e ela está melhorando, pra quem falou que ela iria morrer, ela já tem 10 anos", finaliza.
A malformação se dá quando há um fechamento incompleto do tubo neural e as vértebras que recobrem a medula espinhal não são totalmente formadas, permanecendo abertas e sem se fundirem.
Após o nascimento, a espinha bífida pode ser fechada cirurgicamente, mas o paciente não pode retomar as funções afetadas na medula espinhal.
Para Abimael Melo, presidente da Associação de Espinha Bífida de Cuiabá, a divulgação da patologia, é muito importante, pois evitaria muitas crianças com a malformação. "Meu sonho é que a nossa patologia chegue aos quatro cantos do País, e que, se as pessoas soubessem mais veriam que o ácido fólico está presente em comidas simples como a couve, o miolo do pão que a gente até joga fora de vez em quando", fala.
Melo está à frente da associação há dois anos e conta que é um desafio, pois também tem uma filha com essa disfunção e que não mede esforços para melhorar a vivência de todos que frequentam a instituição.
Com mais de 190 pessoas com a patologia incluindo crianças e adultos, a associação conta com aulas de músicas, e um laboratório de informática, sobrevivendo através de doações, pois não conta com ajuda governamental.
Melo deixa um recado para quem quiser se solidarizar com a associação:“estamos precisando de remédios, sondas e fraldas geriátricas, esse último é o item que mais usamos", finaliza.
A associação fica na Rua Arara, n°40 Qd 40 - Recanto dos Pássaros - Cuiabá-MT. O telefone para contato é : (65) 3663-3745 e 99940-5027.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Senado deve votar em março PL do streaming criticado por Wagner Moura
O salário mínimo mudou e minha aposentadoria muda?
Energia solar: TJ condena concessionária por contas elevadas
O ser e o estar: Onde Deus habita!
Recursos: MP destaca que STJ ajusta penas em casos graves
Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje
Taxação da carne bovina brasileira pela China
PM desmantela esquema de furto de diesel no Estado
Cibersegurança municipal: o risco invisível que já bate à porta
Wellington defende derrubada de veto à regularização na faixa de fronteira