Foto: Folhamax
Uma reunião da bancada federal de Mato Grosso com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta semana, em Brasília, assegurou a transferência de R$ 10,5 milhões em forma de auxílio à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
O valor está consignado dentro dos R$ 20 milhões da emenda impositiva prevista no Orçamento da União de 2017 e deverão ser utilizados para custeio de procedimentos de média e alta complexidade.
Os recursos foram repassados ao Fundo Municipal de Saúde, administrado pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Cuiabá. A liberação deve ocorrer na semana que vem, segundo informou o diretor-presidente da Santa Casa de Misericórdia, Antônio Preza, presente à reunião que contou também com a participação dos deputados Ezequiel Fonseca (PP), Victorio Galli (PSL) e Valtenir Pereira (PSB) e do senador Wellington Fagundes (PR).
“Todos sabem das grandes dificuldades que a Santa Casa enfrenta para manter o atendimento ao público. O trabalho parlamentar, porém, tem nos ajudado a manter as portas abertas” – disse o médico.
Referência no atendimento médico hospitalar de Cuiabá, a Santa Casa de Misericórdia – assim como vários hospitais filantrópicos e unidades regionais nos municípios – vem enfrentando desde o ano passado dificuldades imensas. O maior problema são as dívidas que se acumularam em função da falta de repasse de recursos pelo Governo do Estado. No caso da Santa Casa, funcionários chegaram a ficar dois meses sem receber salários.
Para o senador Wellington Fagundes, é lamentável que os hospitais filantrópicos no Estado estejam enfrentando tantas dificuldades para prestarem serviço à população, sobretudo a mais carente. Ele lembrou que no ano passado chegou a liderar uma comitiva formada por diretores de hospitais filantrópicos e universitários que tratou do caos em que havia se transformado o setor no Estado. Os atrasos, segundo a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FEHOS), superam a casa dos R$ 10 milhões.
O deputado federal Valtenir Pereira foi taxativo: “a bancada tem feito todo o esforço para garantir o funcionamento dos hospitais filantrópicos e universitários. Temos feitos reuniões, buscando recursos no ministério, enfim, mas infelizmente o quadro é comprometedor. Quem sofre é a população” – frisou, ao destacar a crise em que cerca de 5 mil pessoas deixaram de ter atendimento com a paralisação em quatro centros de saúde: o Hospital Geral Universitário, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Santa Helena de Cuiabá, além da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis.
Segundo Ezequiel Fonseca, há um comprometimento da bancada com a busca de melhoria do atendimento em saúde pública para a população. No entanto, o principal problema continua sendo de ordem administrativa por parte do Governo. “Esperamos que essa situação mude, não apenas por causa do ano eleitoral, porque a população quer atitudes concretas” – disse. (Com assessoria)

Ainda não há comentários.
Veja mais:
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera
Software: TJ mantém bloqueio de conta de jogo eletrônico
Estado anuncia redução do ICMS da cesta básica em 2026
Os leprosos dos dias de hoje são os descapitalizados
Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou relações de trabalho
Cartório Central: megaoperação da PC desmantela facção
A instabilidade como método
Governo confirma suspensão de descontos de empréstimos consignados
Contrato por telefone: Justiça manda devolver valores a idosa
Tribunal de Justiça garante isenção de ICMS para compra de carro