Onofre Ribeiro
Tomei emprestado do amigo jornalista Kleber Lima o título deste artigo. Kleber responde pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo de Mato Grosso. Conhecemo-nos de longa data. Em certa época dividimos espaços de artigos no jornal A Gazeta e em alguns momentos nos polarizamos muito. Coisas de jornalistas. Mas sempre nos entendemos bem pelo fato de sendo ambos convivemos diariamente com os contrapontos. Quem fala precisa ouvir. Quem escreve precisa ler. Neste caso, gostaria de complementar algumas opinião de Kleber em artigo de mesmo nome.
De fato, o governador Pedro Taques vem enfrentando uma forte barra nesses seus três anos de gestão. Muitas herdadas e muitas criadas por ele na condução do governo. Outras foram consequência das tentativas de solução das primeiras. Quando ele trouxe à discussão a defesa da ética, mexeu em caixa de marimbondos porque havia uma cultura anterior que legitimava as relações com a gestão pública estadual em todos os setores da vida. Mexeu na ética, mexeu na ordem vigente. Tem preço. Inclusive, uma certa paralisia na gestão. Felizmente superada e descrita no artigo do Kleber Lima. Por isso não vou repetir aqui.
Na semana passada escrevi neste espaço artigo em que defendi a necessidade da gestão Pedro Taques construir o conceito da sua existência. Significa juntar tudo que fez e construiu e dar-lhe um formato. Lembrei até de Dante de Oliveira em 1998, quando sintetizou a sua controvertida primeira gestão no conceito “Casa Arrumada – hora da virada”. Claro que o conceito da gestão Pedro Taques precisará juntar dentro do mesmo balaio todos os seus erros e todos os seus acertos e dar-lhes um nome. Marqueteiros são bons nisso. De minha parte, penso entender um pouco de caminhos e de estradas políticas. Vivi muito isso nesses 44 anos de jornalismo. Mesmo que quisesse, nas funções que desempenhei e mesmo desde a Universidade de Brasília em tempos de governos militares, não tive como fugir da vizinhança com a política.
Em Mato Grosso tive a rara oportunidade de sempre ocupar posições de liderança dentro do jornalismo e por isso conviver com políticos fortes, fracos, marcantes, omissos e alguns brilhantes.
Gostei da coragem do artigo do Kleber e julguei necessário dizer-lhe isso publicamente porque foi publicamente que ele se manifestou sobre a gestão do governo.
Encerro este artigo lendo pra trás e pra frente. Pra trás, uma rica história. Pra frente, uma história rica a ser construída por todos nós. Existe uma rica esperança!
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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