Alvo da operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (27), o advogado Ricardo Spinelli é suspeito de ocultar documentos do deputado Gilmar Fabris (PSD), preso pela PF no curso da delação “monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Além de Spinelli, também foi alvo da PF o advogado Ocimar Campos.
Consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que o advogado Ricardo Spinelli “guardou e auxiliou na ocultação de documentos subtraídos de sua residência por Gilmar Fabris”.
Ocorre que na data da Operação Malebolge, no dia 14 deste mês, Fabris deixou seu apartamento em Cuiabá antes de a PF chegar, levantando suspeita de ter sido alertado sobre mandado contra ele.
O parlamentar teria se reunido com os advogados na data da operação. Na sequencia se dirigiu a Rondonópolis, mas ciente do mandado para sua prisão, retornou a Cuiabá e se apresentou na sede da PF.
A Polícia Federal reconstituiu o trajeto percorrido pelo parlamentar, apontando o destino de documentos.
Em trecho da decisão, o ministro assinala que “relatou-se que em dado momento, consoante os registros da câmera instalada na parte externa do estabelecimento, o cunhado (concunhado) de Gilmar, o também advogado Ocimar Carneiro de Campos se dirigiu ao veículo do deputado estadual, que se encontrava no estacionamento e de seu interior retirou a valise preta em posse do qual Gilmar se evadira no início da manhã, levando-a ao interior do restaurante. Narrou-se, por fim, que, já no interior do estabelecimento, Ocimar retirou os documentos que estavam no interior da valise e os repassou ao advogado Ricardo, que mais tarde, ao deixar o restaurante levou os documentos consigo”.

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