Da redação - Foco Cidade
Após publicação de dados da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, que colocou Cuiabá como a 33° cidade mais violenta do mundo, o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, rebateu a informação e assegurou que Cuiabá não faz parte das 50 cidades mais violentas do mundo.
No levantamento, foi lançada a população de 856.706 habitantes na Capital de Mato Grosso, somando os residentes de Cuiabá e Várzea Grande como se morassem em uma só cidade. A taxa de homicídios de 42,61 mortes a cada 100 mil habitantes apresentada pelo estudo pode ser conferida diretamente no site da ONG, no endereço eletrônico http://www.seguridadjusticiaypaz.org.mx/sala-de-prensa/1471-por-segundo-ano-consecutivo-caracas-es-la-ciudad-mas-violenta-del-mundo-acapulco-la-segunda.
A estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) para Cuiabá em 2016 é de 585.367 habitantes e 271 mil em Várzea Grande. Com base no número de assassinatos registrados no ano passado, de 197 casos, a taxa de homicídios é de 33,4 casos a cada 100 mil habitantes. O número é menor do que a cidade de Durban (África do Sul), que apresentou a taxa de 34,43 casos a cada 100 mil habitantes.
Cuiabá reduziu o número de assassinatos em 15% em 2016 em relação a 2015, quando a Capital registrou 232 homicídios, com taxa de 39,96 mortes a cada 100 mil habitantes. “As forças policiais têm trabalhado com afinco para reduzir a criminalidade e acreditamos que em 2017, com o combate ao tráfico de drogas doméstico e retirada das armas de fogo das mãos dos criminosos, os números serão ainda menores”, argumentou o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
No ano de 2015, Cuiabá também apareceu na lista, desta vez, em 22º lugar na lista das 50 mais violentas, com taxa de homicídios de 48,52 casos a cada 100 mil habitantes. O erro se repetiu também ao somar a população da Capital e de Várzea Grande. Naquele ano, a taxa de Cuiabá foi de 39,96.
“Avançamos, mas reconhecemos que temos muito a melhorar na quantidade de homicídios da Capital. Contudo, a pesquisa mostra que o problema da violência é uma epidemia. Até mesmo cidades consideradas de primeiro mundo como a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Baltimore, Nova Orleans e Saint Louis, também figuram na lista”, avaliou Jarbas. (Com assessoria)

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