• Cuiabá, 29 de Agosto - 2025 00:00:00

Turismo, empregos e renda

Gentes do governo da área do turismo em Mato Grosso indo à África do Sul para tentar transformar o Pantanal em lugar maior de turismo internacional. Lá já existe turismo forte de pessoas do exterior para observar leões, leopardos, elefantes e outros animais. É uma renda para aquele país.

MT quer entrar por aí também. Trazer turistas do exterior e de outros lugares do Brasil para também fazer o turismo de observação de animais como onça, jacarés, antas, pássaros lontras e outros que vivem no Pantanal.

Falam ainda que isso poderia ser levado para revistas especializadas do Brasil e do exterior sobre turismo para aumentar divulgação das coisas do Pantanal daqui.

Mato Grosso do Sul tem turismo maior que o nosso estado. Lá tem 65% do Pantanal, aqui 35%. Mas aqui ainda é mais selvagem que o de lá. Ficou, por vários fatores históricos, mais preservados que o Pantanal mais ao sul. É importante a ação do setor de turismo e do governo do estado em buscar informações na África do Sul para quem sabe fazer aqui o que fazem lá com o turismo de contemplação.

Poderia ser acrescentado outro dado a esse turismo: a pecuária na região. Através dos anos, a pecuária conviveu com a fauna e floresta pantaneira.  O gado criado ali acabou ajudando a preservar a região. Pequena parte foi transformada em pasto e a maior não.

O pessoal da pecuária da região criou seus costumes, comida típica, linguagem, música e folclore que poderiam fazer parte também desse trabalho para atrair turistas do Brasil e do exterior.

Já pensou um grupo, sei lá, da Suécia ou EUA, depois de visitas, andanças e navegações pelo bioma pantaneiro, sentar num final de tarde e inicio de noite para um bate papo, bebidas e comidas e músicas da região? Um turista, por mais que seja desenvolvido seu pais, não vai gostar de coisas simples assim? Ele está justamente atrás de coisas diferentes do que ele vive no  cotidiano em seu país de origem. A vivência do pantaneiro pode ajudar sim no turismo regional. Mesmo com algumas criticas pelo desmatemento, o Pantanal foi preservado. É dinheiro no bolso nos anos à frente.

Um exemplo simples que ocorreu esses dias, não no Pantanal, mas em Chapada dos Guimarães, outro lugar que atrai muita gente do Brasil e de fora. Algumas jovens de Portugal estavam passando férias por aqui e foram levadas a fazerem a chamada trilha em Chapada. Se encantaram e, acredite, depois da primeira, voltaram outro dia e fizeram mais uma. Foi o que mais marcou a vinda delas aqui. Coisa que parece simples, mas que para o turista estrangeiro é algo completamente diferente do seu dia a dia lá no seu país.

A coluna sempre volta a um mesmo comentário: Mato Grosso tem a alternativa da agricultura, da pecuária bovina, da iniciante agroindústria e do turismo. Fatores quase absolutos na pauta da economia local, agora e o futuro.

 

Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.

E-mail: pox@terra.com.br



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