Sidney T. Rago
Quando falamos em competitividade global, um nome surge de imediato: China. Hoje, ela é o maior concorrente em praticamente todos os segmentos de produtos manufaturados. Mas nem sempre foi assim. Poucas décadas atrás, a liderança industrial pertencia ao Japão — um país que se reinventou e redefiniu padrões de qualidade.
Do Estigma à Excelência Japonesa
Reinaldo A. Moura, Presidente do Conselho da IMAM Consultoria, recorda bem o cenário de 1983, quando participou da primeira Missão de Estudos da Qualidade e Produtividade do IMAM ao Japão. À época, produtos japoneses carregavam um estigma: eram vistos como frágeis e de baixa durabilidade. A percepção era tão forte que, em tom de brincadeira, a mãe de Reinaldo pediu que ele não trouxesse "as sobrinhas japonesas" porque "quebravam facilmente".
Esse cenário mudou radicalmente na década de 1980. A transformação ocorreu graças à adoção das filosofias do TQC (Total Quality Control), com ferramentas como FMEA (do inglês Failure Mode and Effects Analysis ou Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos), Métodos Taguchi, os 14 pontos de Deming, e, principalmente, a implementação do Sistema Toyota de Produção, também conhecido como Just in Time e, mais tarde, difundido mundialmente como Lean Manufacturing.
O impacto foi surpreendente: o Japão não apenas eliminou o estigma de baixa qualidade, mas tornou-se referência global em excelência em manufatura. A partir da Toyota, a cultura da qualidade expandiu-se para diversos setores, influenciando práticas no mundo inteiro.
China: De Cópia Barata a Potência Global
Enquanto isso, naquela época, o sinônimo de produto barato era China. Segundo Reinado Moura, durante os anos 1990, visitamos algumas fábricas chinesas. Contudo, o IMAM optou por não prosseguir com programas de estudo na China, diferentemente do Japão. A razão era clara: nosso objetivo sempre foi aprender práticas que pudessem ser aplicadas no Brasil — e os "tigres asiáticos", incluindo a China, tinham foco quase exclusivo em vender seus produtos, sem demonstrar metodologias robustas de racionalização produtiva.
Hoje, a realidade é outra. A China investiu fortemente em inovação, tecnologia e qualidade, tornando-se o maior concorrente do Japão e um protagonista na indústria global.
O Papel das Missões IMAM
Diante desse cenário, as Missões Técnicas do IMAM ao Japão continuam fundamentais. Nosso propósito permanece o mesmo: proporcionar benchmarking de excelência para que empresas brasileiras possam inovar, seja por meio de mudanças disruptivas ou melhorias contínuas (Kaizen) e conhecer os diversos "Modelos de Gestão Japoneses", que em relação a liderança e gestão de pessoas, continuam uma das melhores referências mundiais.
Em outubro de 2025, realizaremos a 49ª Japan Plant Tour, com visitas a Empresas em Osaka, Nagoya e Tokyo. O objetivo é claro: capacitar líderes e gestores brasileiros para implementar as melhores práticas globais de gestão e competitividade.
Uma Oportunidade Estratégica
Para quem deseja ampliar sua experiência, sugerimos combinar a participação na Missão ao Japão com a visita a eventos estratégicos na China, como a tradicional Feira de Cantão, em Guangzhou, ou a CeMAT Asia, em Shanghai — voltada para equipamentos de movimentação, armazenagem e soluções de Supply Chain.
Coordenação e Expertise
A missão será coordenada pelo Eng. Sidney Rago, diretor da IMAM Consultoria desde 1990 e especialista em Gestão da Competitividade. Com décadas de experiência e foco em resultados práticos, Sidney tem liderado projetos que transformam operações e ampliam a competitividade de empresas brasileiras.
Sidney T. Rago é Diretor e Head da Divisão Estratégias e Performance da IMAM Consultoria, com 35 anos de experiência e mais de 250 projetos realizados em empresas como: Orion Carbons, Saint-Gobain, Gerdau, Bunge, Tramontina, Rousselot, Schmersal, entre outras. Engenheiro Mecânico pela FEI, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e extensão na Universidade da Califórnia e Georgia Tech University em Atlanta (EUA). Coordenador técnico das Missões IMAM ao Japão e instrutor em cursos nas áreas de Logística, Produtividade, Custos Industriais e Liderança.

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