Da Redação
"O Projeto de Lei (PL) 763/2021, de autoria do senador licenciado Wellington Fagundes (PL/MT), que propõe uma cota de 30% das vagas do Legislativo — federal, estadual e distrital — a serem preenchidas por mulheres, foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, na quarta-feira (28)", pontua a Comunicação do parlamentar.
Mais informações disponibilizadas:
Segundo o senador, cerca de 52% da população brasileira é formada por mulheres, mas sua representação na política ainda é proporcionalmente baixa. Após as eleições de 2018, mulheres ocupam apenas 12% das vagas na Câmara dos Deputados e cerca de 13% no Senado. Nas Assembleias Legislativas, essa porcentagem não ultrapassa 15%, e as mulheres não têm representação em 5.300 municípios do país. "A aprovação deste projeto é um passo gigante para assegurar que as vozes femininas tenham mais espaço e influência em nossas decisões políticas. É essencial que o Legislativo reflita a diversidade de nossa sociedade”, afirmou Fagundes.
De acordo com o Mapa das Mulheres na Política 2019, o Brasil ocupa a 134ª posição no ranking de representatividade feminina no Parlamento, ficando atrás de países como Etiópia, Iraque e Arábia Saudita. "Diante dessa realidade, é necessário estabelecer não apenas uma cota de candidaturas, mas também garantir a representatividade efetiva com reserva de cadeiras para cada sexo nos Legislativos", destacou o senador.
Presente na reunião, a senadora Rosana Martinelli (PL-MT) defendeu a aprovação do projeto. "A mulher está conquistando um espaço muito importante, e os homens estão respeitando esse espaço que as mulheres estão ocupando. Somos capacitadas para atuar em qualquer segmento. Temos, sim, que ocupar espaço. A mulher não tem que estar atrás do homem, mas sim ao lado do homem. E por que não na política?, questionou.
A relatora, senadora Zenaide Maia (PSD/RN), ao dar seu voto favorável, destacou que a busca pela igualdade de gênero na política é essencial para refletir a verdadeira composição da nossa sociedade. “Apesar de as mulheres representarem mais da metade da população e do eleitorado brasileiro, ainda ocupam um percentual muito pequeno no Parlamento. Este projeto é um passo importante para corrigir essa disparidade, garantindo a presença feminina nos espaços de poder. Não apenas uma questão de justiça, mas também de fortalecer nossa democracia”, ressaltou.
A relatora incluiu emendas ao projeto, determinando que quando houver renovação do Senado Federal por dois terços, uma das vagas deve ser reservada exclusivamente para candidatas do sexo feminino, e os suplentes desta vaga também devem ser mulheres, assegurando a continuidade da representatividade feminina. A outra emenda ajusta o cálculo da divisão de votos válidos atribuídos a cada partido, utilizando o quociente partidário, de modo que o partido com a maior média de votos obtenha uma das vagas disponíveis.
O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde terá decisão terminativa.
Com Assessoria

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Recursos: MP destaca que STJ ajusta penas em casos graves
Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje
Taxação da carne bovina brasileira pela China
PM desmantela esquema de furto de diesel no Estado
Cibersegurança municipal: o risco invisível que já bate à porta
Wellington defende derrubada de veto à regularização na faixa de fronteira
TJ: entidade filantrópica pode ingressar ação no foro de seu domicílio
Brasil institui o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento
PC deflagra operação contra furto de defensivos agrícolas
Justiça condena concessionária por morte causada por animal