Da Redação
"Infelizmente, não recebemos o apoio esperado do estado e da União para lidar com esta situação”, disparou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) - em mais um apelo em busca de apoio à Saúde.
Em que pese a posição do prefeito de buscar entendimento com o Estado, até agora não se vislumbra o retorno esperado, conforme critica o chefe do Executivo municipal.
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) atende, segundo dados da administração da Capital, cerca de 60% de pacientes do interior de Mato Grosso.
A gestão divulgou mais informações:
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reforçou na tarde desta sexta-feira (3) o apelo às autoridades estaduais e federais na destinação de recursos garantindo o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) residentes no interior do estado, que são encaminhados à capital mato-grossense.
O gestor destacou que a situação é “injusta e insustentável”, ressaltando a necessidade de encontrar soluções para garantia da qualidade do serviço prestado a Cuiabá.
“Estou realizando nossas habituais caminhadas pela cidade de Cuiabá, inspecionando as ações e obras realizadas durante minha gestão. Atualmente, estamos nas instalações do antigo Pronto Socorro de Cuiabá, onde estamos em meio a uma reforma na área da recepção. Esta unidade é antiga e, embora tenha sido proposto seu fechamento após a inauguração do HMC, o maior hospital público do Estado, decidi mantê-la aberta por questões de solidariedade, compaixão e humanização. Como gestor, entendo a importância de não fechar leitos, mas sim ampliá-los para atender à população que depende do SUS. Infelizmente, não recebemos o apoio esperado do estado e da União para lidar com esta situação”, disse o gestor.
O prefeito informou ainda que hoje, 3 de maio, “verificou que há 159 pacientes internados aqui, sendo que cerca de 70 deles são do interior do estado. É injusto que a população cuiabana carregue sozinha o ônus financeiro dessa situação. O SUS é um sistema tripartite, onde a União, os estados e os municípios têm responsabilidades. No entanto, a prefeitura de Cuiabá acaba arcando com a maior parte dos custos, especialmente nos hospitais HMC, São Benedito e o antigo Pronto Socorro. O custo médio diário de um paciente internado é de aproximadamente R$ 1.880,00, e ao multiplicar esse valor pelo número de pacientes e pelos dias do mês e do ano, percebemos a imensa quantia que a população cuiabana está custeando sozinha”.
Preocupado, o prefeito reforçou o apelo já amplamente divulgado. “Esta situação é injusta e insustentável. Precisamos sentar à mesa e encontrar soluções para garantir que Cuiabá não seja prejudicada. Como prefeito da capital, sou solidário com a população do interior e estou comprometido em cuidar da saúde e da vida de todos os cuiabanos. É hora de dialogar e agir para resolver este problema”, finalizou.

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