Mário Quirino
Mais de 700.000 empresas fecharam no primeiro quadrimestre deste ano no Brasil. Os números muitas vezes parecem ir contra o empreendedor brasileiro. Uma pesquisa feita pelo IBGE, que ainda nos serve de referência, mostra que 78,9% sobreviveram após um ano de funcionamento; 64,5% após dois anos; 55% após três anos; 47,2% após quatro anos e 47,8% sobreviveram após os cinco anos. Ou seja, mais da metade das empresas fecham antes do quinto ano.
Além disso, segundo o estudo Doing Business, do Banco Mundial, o Brasil é o país em que as empresas gastam mais horas para apurar, declarar e pagar impostos. São cerca de 1.501 horas por ano, em média. O setor produtivo de países da América Latina e Caribe, por exemplo, leva cerca de 20% deste tempo.
Mesmo com esse cenário difícil para o empreendedor brasileiro, enquanto 736.977 empresas fecharam nesse quadrimestre, 1.331.940 abriram: um saldo positivo de 594.963 empresas abertas. Sem contar que as micros e pequenas empresas reapresentam 27% do nosso PIB. E, claro, que os empresários buscam prosperar, crescer, gerar empregos.
Mas, como se manter no grupo dos que abrem e mantêm uma empresa? Vamos a algumas dicas para enfrentar o próximo ano.
No primeiro passo crucial para um planejamento empresarial eficaz, é essencial realizar uma análise abrangente do ambiente externo e interno da empresa. Avalie as tendências de mercado, concorrência, mudanças regulatórias e tecnológicas, além de identificar os pontos fortes e fracos internos. Essa compreensão aprofundada proporcionará insights valiosos para moldar estratégias alinhadas com o ambiente de negócios.
Outro ponto é estabelecer metas claras e objetivos específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com prazo determinado (SMART). Essas metas proporcionam direção e foco, permitindo que a equipe saiba exatamente o que precisa ser alcançado. Ao estabelecer metas SMART, a empresa cria um roteiro claro para o sucesso, facilitando a avaliação do progresso e a adaptação conforme necessário.
O terceiro passo vital envolve a implementação efetiva das estratégias delineadas. Isso requer uma alocação eficiente de recursos, definição de responsabilidades e um plano de ação detalhado. Além disso, é crucial estabelecer um sistema robusto de monitoramento e avaliação para acompanhar o desempenho em relação às metas estabelecidas. A capacidade de ajustar estratégias com base nos resultados é essencial para garantir a adaptação dinâmica às mudanças no ambiente empresarial.
Ao seguir estes três passos, as empresas podem fortalecer seu planejamento para o próximo ano, promovendo uma abordagem proativa e fundamentada para o crescimento sustentável. E aí, vamos juntos construir em 2024 um cenário favorável e de crescimento? Juntos sempre somos mais fortes e podemos construir economias ainda mais fortes, sustentáveis e em crescimento.
*Mário Quirino é especialista em desenvolvimento humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso.

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