Por Taísa Medeiros/Portal Correio Braziliense
A deputada Erika Hilton (PSol-SP) usou a tribuna nesta quarta-feira (12/7) para criticar a postura do deputado Abílio Brunini (PL-MT) em reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos do 8 de janeiro. Na terça-feira (11/7), enquanto Erika fazia seu pronunciamento, o deputado teria dito, fora do microfone, que ela “estava oferecendo seus serviços”.
Erika Hilton definiu como “escárnio, de uma extrema violência política de gênero” o fato. “Recorrentemente, esse mesmo parlamentar interrompe as mulheres, faz piada, faz chacota. Nós, nobres colegas, temos um compromisso com o Brasil, com a democracia e com os nossos eleitores. Nós não estamos aqui a passeio, nós não estamos aqui de brincadeira, nós não estamos aqui para desrespeitar ou tratar com falta de decoro nenhum tipo de parlamentar”, defendeu Erika.
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Ela negou ter ido aos jornais e usado as mídias para manter o fato em debate. “Eu não dei nenhum tipo de entrevista. Eu não precisei me colocar nesse papel exatamente porque o comportamento que ocorreu ontem, na CPMI, vai contra exatamente a opinião pública”, apontou.
A deputada federal formalizou uma denúncia no Conselho de Ética e Decoro da Câmara contra o deputado ainda hoje. “Acionaremos o Conselho de Ética e qualquer outra instância criminal contra qualquer parlamentar que tentar usar da nossa identidade ou da nossa orientação sexual para nos desqualificar”, justificou.
A parlamentar justifica que as defesas utilizadas por Brunini desde então são “tentativa de se afastar do mau comportamento”. Ele também usou a tribuna para discursar sobre o acontecido. Segundo Brunini, “a esquerda cria narrativas e fake news” e ameaçou levar à Comissão de Ética os deputados que denunciaram a suposta fala.
“Depois de sangrar a imagem na imprensa, nas redes sociais, esses Deputados que estão postando, me acusando de homofóbico... Eu estou printando tudo. Eu estou registrando tudo. Vão uns 50 para a Comissão de Ética, porque calúnia, difamação, denunciação caluniosa, isso é crime!”, repudiou.
Brunini acusou Hilton de “se aproveitar de algo que ela nem ouviu”. “Eu quero pedir respeito! Respeito! Eu sou arquiteto, tenho inúmeros amigos homossexuais, inúmeros, que são arquitetos e professores que eu respeito e que, de repente, vêm me mandar mensagem indignados, achando que eu tive uma conduta como essa. Não vou admitir! Quero a penalização e quero a célere apuração da polícia, o mais rápido possível!”, pediu.

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