Cícero Mário
É inegável o avanço da agenda climática e ambiental que o mundo vem passando nos últimos anos. Cada vez mais atentas a essas questões, empresas dos mais variados segmentos têm buscado em seus processos de trabalho uma responsabilidade ambiental que traga menos impacto na natureza alinhado à adoção de uma política ESG.
Nesse sentido, o setor de embalagens, mais especificamente o mercado de papelão, é um dos segmentos mais engajados na busca de embalagens mais sustentáveis e que possam agregar valor às respectivas marcas em relação ao consumidor.
Por si só, as caixas de papelão apresentam uma alta taxa de reciclagem. Além disso, trata-se também de um bem biodegradável e renovável, atuando como uma matéria-prima na hora de seu reaproveitamento. Um importante passo para a redução dos custos de produção e de energia, contribuindo também para uma pegada menor na emissão de gases de efeito estufa durante as etapas.
O rearranjo das cadeias globais de valores após a crise da pandemia do Covid-19 e a guerra que acontece em território ucraniano, contribuíram para o aceleramento da mudança de visão dos produtores e empresários para uma cadeia ainda mais sustentável e econômica, visto o problema que os países enfrentaram com o aumento do valor e falta de insumos no mercado durante esses períodos.
O problema inicial aconteceu pelo aumento expressivo de pedidos via e-commerce durante a pandemia. A partir daí, essa tendência de compras online se tornou uma realidade e fez com que a indústria de papelão tivesse importância ainda mais relevante para diversos outros setores que necessitavam com certa urgência o cumprimento de seus prazos de entregas.
Diante do novo cenário que se desenhou, houve uma corrida pela celulose, principal matéria-prima para a fabricação de papel. Extraída das árvores, esse processo levou ao derrubamento e desmatamento de mais árvores para suprir as necessidades do setor para aquele momento.
Porém, mais conscientes de seu papel e contribuição para a sociedade, as empresas, ao optarem por essa prática, realizam essa extração por meio de madeira reflorestada, para dessa forma reduzir a exploração da floresta nativa.
Em sua grande maioria, as indústrias do setor investem e priorizam a reciclagem, com cerca de 80% da produção das caixas de papelão sendo feitas através da recuperação de papel, essencial tanto para o barateamento de custo e desenvolvimento econômico, quanto para a sustentabilidade das corporações, e dessa forma mitigar a emissão de gases nocivos para o planeta.
O mercado exige processos e soluções sustentáveis pautadas nas agendas climáticas que se apresentam. Inserir novas práticas e alternativas ecológicas, bem como a popular Economia Circular baseada nos 3Rs: Reduzir, Reciclar e Reutilizar; garantirá, portanto, a mesma eficiência, qualidade e performance de armazenagem de uma caixa de papelão, mas com um adicional de ser um produto benéfico do ponto de vista ambiental para a indústria.
*Cícero Mário é diretor comercial da Delta Indústria de Caixas de Papelão. deltacaixaspapelao.com.br

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