Da Redação
Em mais um relatório sobre as ações delineadas na Saúde de Cuiabá, o Gabinete de Intervenção considera "o recadastramento de todos os fornecedores e servidores e, também medidas para garantir a segurança de documentos relevantes".
Em tempo, a intervenção foi determinada pela Justiça - em ação impetrada pelo Ministério Público Estadual.
Vale lembrar que a prefeitura tem rebatido "apontamentos" como Gabinete de Intervenção, à cargo do Estado, como em relação ao suposto "rombo de R$ 350 milhões".
Confira relatório na íntegra, conforme divulgado:
No primeiro boletim informativo, divulgado pelo Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá, são listadas todas as medidas adotadas para garantir a eficiência, transparência e moralidade na administração da Secretaria Municipal de Saúde, e também para regularizar o atendimento de saúde na capital.
Entre as medidas, a nomeação de servidores efetivos para cargos estratégicos, e o recadastramento de todos os fornecedores, funcionários e prestadores de serviços da saúde pública de Cuiabá.
O maior objetivo é o de apurar a real situação da dívida da saúde na capital, uma vez que a equipe de intervenção encontrou inúmeros despesas sem contrato, além de conferir e atualizar a base de pessoal da Secretaria de Saúde e da Empresa Cuiabana de Saúde.
Outra medida efetiva foi assegurar, durante o final de semana, a manutenção dos atendimentos nas UPAs e policlínicas, depois que a empresa Family Medicina e Saúde LTDA abandonou os trabalhos, sem qualquer justificativa.
O gabinete também tomou medidas para garantir a segurança dos documentos relevantes, vedando a todos os agentes públicos a exclusão ou retenção de qualquer informação física ou digital. Também foram feitas exonerações de servidores comissionados que ocupavam cargos de confiança da Prefeitura de Cuiabá.
No boletim, o gabinete de intervenção apontou falta de insumos, medicamentos e médicos nas unidades de saúde de Cuiabá. Também foi encontrado um rombo financeiro na ordem de R$ 350 milhões.
O gabinete foi criado no dia 29 de dezembro, um dia após a intervenção ser determinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, atendendo pedido do Ministério Público Estadual.
O governador Mauro Mendes, assim que foi intimado da decisão, nomeou como interventor o procurador do Estado Hugo Fellipe Lima, que assumiu a função no dia 29 de dezembro e já está comandando a saúde do município.
O período da intervenção é de 6 meses ou até que seja cumprido os quesitos previstos na representação proposta pelo MP. Entre os pontos estão falta de cumprimento de decisões judiciais envolvendo falta de profissionais e medicamentos.
Todas as informações do Gabinete de Intervenção são encaminhadas para as autoridades competentes, como Ministério Público e Poder Judiciário, para que tomem ciência da situação em que se encontra a saúde pública da capital.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor