Da Redação
Senador Carlos Fávaro (PSD) se posicionou contrário a uma eventual intervenção na Saúde pública de Cuiabá.
Fávaro - que deve ser anunciado ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - é aliado político do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Durante as Eleições 2022 - o senador coordenou a campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso.
Confira a manifestação do parlamentar - conforme divulgado:
Diante de toda a polêmica em relação ao pedido de intervenção do Estado na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, o senador da República por Mato Grosso, Carlos Fávaro se manifestou contra a ação. Para ele, que conhece a realidade do interior do estado, todos os problemas dos outros municípios relacionados à saúde pública, desaguam na capital.
“O sistema de saúde da capital é referência para todo o estado. Inclusive, este é um fenômeno que não acontece apenas em Mato Grosso, mas em todo o país. As capitais costumam ter um sistema de saúde mais estruturado do que no interior e os pacientes acabam migrando para os grandes centros. O conceito de ambulanciaterapia acaba seno a melhor proposta para a saúde destes municípios, uma vez que os hospitais regionais não funcionam da forma que deveriam”, disse o senador.
Fávaro, que vive em Mato Grosso há décadas, reconhece que a questão da saúde pública em Cuiabá sempre teve problemas, sempre foi tema de polêmicas, mas reconhece que nos últimos seis anos viu um crescimento muito grande na estrutura da saúde da capital. “Nestes últimos anos Cuiabá ganhou o Hospital Municipal de Cuiabá, conhecido como HMC, onde foi aberto o novo Pronto Socorro da capital, com estrutura de hospital privado.
Também foram construídas duas novas UPAs, sendo que uma está prestes a ser inaugurada, além de novas unidades básicas de saúde e reforma de outras tantas, que ainda estão acontecendo. A saúde pública em Cuiabá vem se estruturando ao longo dos últimos anos e isso atrai cada vez mais pacientes do interior para a capital.
“Saúde pública não se resolve com intervenção, mas sim com diálogo e reconhecendo o papel de cada ator, até porque é saúde é tripartite, ou seja, a responsabilidade é de todos: União, Estado e Município. O município está fazendo a parte dele. Não podemos deixar de lembrar que, mesmo com a abertura do novo PS, a Prefeitura não fechou o antigo, que foi tábua de salvação do estado inteiro na pandemia como hospital referência Covid-19”, relembrou.
Ele enfatizou ainda o apoio extraordinário que o antigo PS tem dado atualmente à Baixada Cuiabana e a todo o estado, com a realização das cirurgias eletivas. “Todos os atores políticos deste estado têm a obrigação de dar apoio à saúde de Cuiabá, que tem avançado bastante. Não podemos deixar que questões políticas ou pessoais interfiram na melhoria do atendimento de saúde para a capital e para todo o estado”, afirmou o senador.

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