Rafaela Maximiano - Da Redação
O presidente eleito Luiz inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (9), os primeiros nomes que vão compor sua equipe ministerial no governo federal a partir de janeiro de 2023. O anúncio foi feito em coletiva de imprenssa transmitida ao vivo do Centro Cultural Banco do Brasil, sede da transição de governo, em Brasília.
Lula confirmou cinco ministros: para Fazenda, Fernando Haddad (PT); Casa Civil, Rui Costa (PT); na Justiça, Flávio Dino (PSB); Relações Exteriores, Mauro Vieira e, na Defesa, José Múcio Monteiro.
O presidente eleito afirmou em transmissão ao vivo que uma reunião neste domingo (11) irá determinar a quantidade de ministérios e secretarias que o próximo governo terá.
“Tomei a decisão de anunciar os primeiros nomes porque preciso que algumas pessoas já comecem a trabalhar”, afirmou Lula. Ele também brincou que anunciou mais nomes para ter outras pessoas para conversar com a imprensa sobre os trabalhos do futuro governo.
Ao anunciar o nome do ex-governador do Maranhão Flávio Dino ele disse apenas “da Justiça”, sem mencionar “Segurança Pública”.
Lula disse que há interesse de criar um ministério da Segurança Pública, “mas não pode fazer as coisas de forma atabalhoada”. “Dino tem a função de primeiro consertar o funcionamento do ministério da Justiça”, afirmou.
Flávio Dino, que estava presente, anunciou sua primeira indicação, que recebeu o aval de Lula, que é para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O nome acordado foi o do delegado Andrei Passos Rodrigues, que é delegado da PF e responsável por chefiar a segurança de Lula desde a campanha eleitoral.
O presidente eleito comentou a ausência de mulheres e negros entre as primeiras indicações: “Vai chegar uma hora que vocês vão ver mais mulheres do que homens aqui e a participação de companheiros afrodescendentes aqui.”
O presidente eleito também afirmou que a transição de governo deve finalizar os trabalhos na próxima terça-feira (13). O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) também se pronunciou sobre os trabalhos dos 32 grupos técnicos.
Alckmin afirmou que os relatórios da transição que os relatórios trarão exigências orçamentárias, sugestões de revogações, proposta de estrutura para cada área e ações prioritárias.
Sobre a PEC do Estouro, ele disse que não acredita que o projeto “terá problemas” na tramitação na Câmara dos Deputados. “Espero que as pessoas compreendam que essa PEC não é para o governo Lula, mas para garantir um mínimo para os mais necessitados”, declarou.
“Se tiver qualquer problema na tramitação, nós vamos conversar”, completou.
Ao final Lula foi questionado se o anúncio de Haddad ajuda na tramitação da PEC no Congresso. “Se fosse para atrapalhar, ele não seria indicado”, respondeu.

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