Regina Botelho
Em coletiva à imprensa nesta terça-feira (20), a candidata ao Governo, Márcia Pinheiro, acompanhada do coordenador da campanha, prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou a decisão de colocar à disposição do Ministério Público Eleitoral o sigilo bancário e fiscal de suas contas, e da família Pinheiro.
"Esperamos que o governador faça o mesmo e coloque à disposição seu sigilo bancário, de sua família e empresas, que ele tenha essa coragem de fazer o que nós estamos fazendo, para que não paire dúvidas da nossa condição como políticos, como família", disse Márcia.
A candidata frisou que essa decisão foi tomada após "ataque" do governador Mauro Mendes.
"A sociedade merece a nossa transparência para que realmente a gente possa estar mostrando quem realmente é o corrupto em Mato Grosso", disse ao desafiar Mendes a fazer o mesmo em relação a quebra de sigilo bancário dele e de sua família.
Emanuel Pinheiro disse que a campanha de Márcia "sempre foi pautada em propostas mas o governador Mauro Mendes começa a atacar. Ontem ele passou de todos os limites", disparou.
PPP
Segundo Pinheiro, ao assumir a gestão na Capital, em 2017, ele não assinou ordem de serviço sobre uma PPP - Parceria Público Privada - da ordem de aproximadamente R$ 700 milhões, do setor de iluminação pública. "Eu salvei ele", disse - ao mencionar supostas irregularidades sobre o contrato da gestão anterior, de Mendes.
Em tempo, na área da saúde, Pinheiro frisa constantemente que "Cuiabá carrega o Estado nas costas" - considerando o atendimento em Cuiabá de pacientes do interior.
Nota do Governo
Em relação às críticas de Emanuel Pinheiro sobre repasses do Governo do Estado para a Capital, na área da saúde, o Executivo estadual emitiu nota.
Confira na íntegra:
A secretária de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira, afirmou que o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro é um “mentiroso”, ao apresentar fatos inverídicos sobre os repasses do Governo para a saúde pública da capital.
“Ele só pode estar de brincadeira ou não tem ideia do que acontece dentro da Secretaria Municipal de Saúde. Em três anos e oito meses já repassamos para a saúde pública de Cuiabá R$ 509 milhões. É um absurdo como ele trata esse assunto. Um desrespeito. Ele é um grande mentiroso, por isso estamos apresentado todos os repasses realizados pelo Governo de Mato Grosso”, destacou.
Na tabela apresentada pela secretária, que é o repasse do Fundo Estadual de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde de Cuiabá, é comprovado todos os recursos disponibilizados ao município, como os para atenção básica, cirurgias cardíacas, pediátricas, farmácia básica, UTIs, covid, entre outros serviços.
“Ele solta essa mentira e acha que a população irá acreditar nisso, ou ela acha que não temos controle das nossas finanças? Que não sabemos o que repassamos? Será que ele acredita que nós não vamos cobrar, por exemplo, pelos mais de R$ 5 milhões que repassamos para ele fazer cirurgias eletivas, pelo programa Mais Cirurgias, e até agora não prestou conta de um centavo desse recurso?”, questionou a secretária.
Sobre os valores do programa Mais Cirurgias, um total de R$ 5,3 milhões, a secretária informou que já é de conhecimento do Ministério Público Estadual o não cumprimento do pactuado.
Outro ponto destacado por Kelluby como mais uma mentira de Emanuel, diz respeito a afirmação que “Cuiabá carrega a saúde pública de Mato Grosso nas costas”. “Mais uma vez ele mente para a sociedade. Nós abrimos o Hospital Estadual Santa Casa que ele deixou fechar. E oferecemos agora 195 leitos e também temos o Hospital Metropolitano com mais 278 leitos. A maioria dos nossos pacientes, por exemplo da Santa Casa é de Cuiabá. O que Emanuel Pinheiro se esquece, por pura conveniência, é que o Sistema Único de Saúde é universal. Assim como ele atende pessoas do interior, que são reguladas e ele recebe por prestar esse atendimento, nós também fazemos o mesmo e não criamos confusão por isso”, ressaltou.
Ainda de acordo com Kelluby, o grande problema do prefeito da Capital é falta de conhecimento. “Ele desconhece a realidade do estado. Estamos reformando os Hospitais Regionais, construindo 6 grandes hospitais e ao contrário da gestão que ele faz, nós não temos problemas de falta de medicamento nas nossas unidades e nem greve de profissionais”, frisou, acrescentando que “o prefeito deveria era de cuidar de Cuiabá, tirar a capital das páginas policias por operações, ao invés de se preocupar em atacar quem está cuidando do povo mato-grossense”.

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