POR RUDOLFO LAGO - PORTAL CONGRESSO EM FOCO
Dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro tentar transformar em comícios os atos de comemoração do bicentenário da Independência, a nova rodada da pesquisa do Instituto Ipec foi um balde de água fria nas suas pretensões. Em pesquisa realizada entre os dias 9 e 11 de setembro, o Ipec revela que o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, cresceu dois pontos percentuais na intenção de voto do brasileiro, enquanto Bolsonaro ficou estacionado.
De acordo com o Ipec, instituto formado por profissionais do antigo Ibope, Lula passou de 44% para 46% com relação à rodada anterior, divulgada no dia 5 de setembro. E Bolsonaro manteve o mesmo percentual de 31%. Ciro Gomes, do PDT, oscilou um ponto para baixo, de 8% para 7%. Simone Tebet, do MDB, manteve o mesmo percentual de 4%. Felipe D’Ávila, do Novo, e Soraya Thronicke, do União Brasil, tiveram 1%. Os demais candidatos não pontuaram.
Por essa rodada da pesquisa, Lula volta a ter chances de vitória no primeiro turno. A soma dos demais candidatos que pontuaram ficou em 44%, dois pontos abaixo do percentual dado a ele. Como na eleição brasileira só são considerados os votos válidos (descarta-se os votos em branco, nulos e as abstenções), um candidato que tem um percentual maior que a soma dos demais vence a eleição no primeiro tuno. Lula tem, segundo a pesquisa, 51% dos votos válidos. A margem de erro da pesquisa do Ipec é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na simulação de segundo turno, Lula oscilou um ponto para cima: de 52% para 53%. Bolsonaro manteve o mesmo percentual de 36%.
Lula cresceu entre os eleitores da região Nordeste: de 56% para 61%. Entre os que vivem em residências onde alguém recebe Auxílio Brasil: de 50% para 55%. Entre os católicos: de 50% para 52%. Entre os que se declaram pretos ou pardos: de 47% para 50%.
Bolsonaro cresceu entre os evangélicos: de 46% para 48%. Entre os que vivem na região Sul: 39% para 41%.
AUTORIA

RUDOLFO LAGO Diretor do Congresso em Foco Análise. Formado pela UnB, passou pelas principais redações do país. Responsável por furos como o dos anões do orçamento e o que levou à cassação de Luiz Estevão. Ganhador do Prêmio Esso.

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