Carlos Fávaro
Mato Grosso vive um momento único em sua história. Depois de décadas de projetos, promessas e muita luta, o Estado caminha a passos largos para a tão sonhada infraestrutura de ponta, capaz de aumentar ainda mais o grau de desenvolvimento daquele que já é considerado o celeiro do mundo.
Um capítulo importante desta história passa pela decisão corajosa do governador Mauro Mendes em realizar um chamamento público para a construção de uma ferrovia que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá.
A construção desta ferrovia que, em breve, será iniciada, é mais uma peça do importante quebra-cabeças de rotas e modais que colocará Mato Grosso, um Estado número um em produção em um grande centro de infraestrutura.
Isso significa garantir um investimento gigantesco da iniciativa privada, além da geração de milhares de empregos. Por isso, estamos falando de uma ferrovia para o agronegócio, para a indústria, para o comércio, para todos os mato-grossenses.
A explicação para isso é simples. Temos dois grandes entraves para o desenvolvimento industrial, a falta de condições logísticas para chegar aos grandes centros e a baixa densidade populacional. Por isso, é mais fácil transferir daqui os produtos primários e levá-los a regiões industrializadas. Com as ferrovias, está história vai mudar.
Outro ponto positivo é o fato de que os produtos a serem comercializados em Mato Grosso terão um custo de frete reduzido por conta da ferrovia. Teremos gasolina com um preço menor, roupas mais baratas, calçados com custo reduzido, enfim, as lojas poderão praticar preços muito mais atrativos.
A ferrovia trará facilidade, agilidade e custo de frete baixo, fatores que somados à capacidade produtiva de Mato Grosso, criarão um ambiente favorável para novas indústrias e, por consequência, novos empregos. Tudo isso conectado à malha paulista, que atende ao maior mercado consumidor do país.
A este projeto do Governo de Mato Grosso, uma extensão da Ferronorte, somemos as outras ferrovias como a Ferrogrão, que ligará Sinop ao Porto de Miritituba, no Pará, e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que sai de Mara Rosa (GO), entra em Mato Grosso por Água Boa e passa por Lucas do Rio Verde, e pronto, temos diante dos nossos olhos a formação de um enorme entroncamento rodoferroviário, com saídas para todas as direções, mesclando modais e fazendo com que o crescimento de Mato Grosso, há anos acima da média nacional, se acentue ainda mais.
Melhorar a infraestrutura e a logística de Mato Grosso é uma das pautas pelas quais luto há anos, é algo que está ligado à minha história e sempre estará. Minha luta seguirá para que todas estas ferrovias saiam do papel o quanto antes e que Mato Grosso esteja, definitivamente, nos trilhos do progresso.
Carlos Fávaro é senador da República.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
O Mapa da Vida Longa até os 90 anos com saúde
TJ manda plano custear acompanhamento terapêutico escolar
Pesquisa: cesta básica recua na terceira semana de janeiro
O Brasil e o mundo para 2026: ordem global e caos interno
O despertar do Santo Graal: Por que buscamos fora o que só pode ser encontrado dentro!
Janeiro Branco: a solidão da mulher madura — invisibilidade ou oportunidade?
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025