João Edisom
Quando um argumento de defesa vem cheio de inverdades é sinal que a realidade dos fatos é ainda pior que a acusação apresentada. Fake news não é apenas uma brincadeira, mas uma estratégia para esconder algo ainda maior que está por vir à tona.
Partindo deste conceito, podemos afirmar que o Brasil vive uma guerra em que as armas para espalhar as mentiras são as redes sociais e os discursos inclusive envolvendo autoridades de todos os níveis e agentes de escalão contratados só para tal, por isso chega as ruas e as casas das pessoas como uma enxurrada tóxica que adoece e mata parte significativa de pessoas.
O antídoto da mentira é a verdade, ou pelo menos deveria ser. Mas está impossível a verdade entrar em campo já que nesta guerra procuram de todas as formas assassinarem os mensageiros dos fatos reais.
O que temos assistido no mundo das invenções e de realidades não existentes é que: a verdade e a mentira se transformaram em construções que decorrem da vida do rebanho e da linguagem arquitetada para a guerra de narrativas com objetivos estratégicos e definidos.
As pessoas do rebanho chamam de verdade tudo aquilo que o conserva no conforto do seio do rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui, independente dos fatos. Para muitos, a única verdade é a verdade do rebanho, mesmo sabendo que não corresponde com os fatos ocorridos. É mentira mas me agrada!
O que estes grupos buscam é não serem questionados em seus discursos e postagens para que suas invenções se tornem uma verdade diluída na principalmente na falta de informação até por que a não descoberta da mentira faz parecer verdade.
Institucionalizamos tanto a mentira que hoje ela é feita sob juramento. Os depoentes nas CPIs, por exemplo, estão fazendo media trainner antes para na hora se contradizer aos fatos com elegância e autoridade. Mentira para alguns agentes públicos viram status com bancada de apoio e plateia para aplaudir.
Mahatma Gandhi afirmou que “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”. No caso do Brasil as mentiram estão contaminado 201 milhões de pessoas, fora os que literalmente morrem.
No registro na história da humanidade nenhuma nação se construiu e evoluiu com base em fatos inverídicos. Precisamos praticar o desapego das mentiras e as fake news. Se quisermos melhorar teremos que ser intolerantes com a mentira, mesmo que seja cômica ou do nosso agrado.
Como afirmou Abraham Lincoln, “nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito”. Imagina um país inteiro!
João Edisom é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso.

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