Luciano Vacari
Dia 15 de março é celebrado o Dia Mundial do Consumidor, uma data que deve ir além das promoções e ações de marketing para alavancar vendas. Deve conscientizar os consumidores sobre o seu poder dentro da relação de mercado.
A apropriação dos direitos do consumidor aliada ao volume informacional disponível, está revolucionando as operações de compra e venda no mundo. A começar por esta palavra, mundo. Hoje é possível comprar produtos de qualquer lugar do planeta sem sair de casa, com um celular e um cartão de crédito na mão, não existem fronteiras e nem barreiras comerciais.
A concorrência passou a ser universal e instantânea ao mesmo tempo que o alcance de público. Se por um lado temos mais clientes, por outro há mais competividade. As oportunidades são muitas, e para todos.
A internet ampliou o poder de comunicação dos consumidores, que passaram a desbravar o histórico dos produtos que consomem, a se comunicar diretamente com os fornecedores e com outros consumidores e a compartilhar suas experiências. Ou seja, ele pesquisa, negocia e troca informações. E o empoderamento do consumidor vai além das possibilidades de compras, está na capacidade de exigir dos fornecedores produtos e serviços que atendam suas necessidades, mas que também sejam produzidos em alinhamento com as exigências legais e até morais.
Cabe a ele escolher o que comprar, quando comprar, de quem comprar e o quanto está disposto a pagar por aquele produto/serviço e ao tomar conta de que essa é sua principal ferramenta de persuasão, para não dizer pressão, ele passa a coordenar uma nova ordem de produção.
É obrigação dos produtores/fornecedores disponibilizar o máximo de informações ao consumidor. Porém isso não basta, as pessoas querem saber o que estão consumindo, de onde vem, como foi produzido, e quando a iniciativa de informar não parte do fabricante/produtor, pode haver ruídos, estremecer a relação de confiança e causar prejuízos a marca.
Podemos aqui citar a relação entre consumidores de carne e produtores-frigoríficos-revendedores. Atualmente existem ferramentas que permitem rastrear o bife que vai à mesa desde sua produção até a prateleira do supermercado. Uma nova modalidade de consumo que une segurança, conforto e reputação.
Parece assustador, mas traz segurança jurídica e agregação de valor. E tem mais, ao mesmo tempo que aumentam as exigências, também se abrem oportunidades. Linhas de crédito, prazos e apoio privado e público se tornaram mais viáveis aos pequenos, médios e grandes produtores.
É a nova forma de comunicação, clara e direta, para apresentar um produto, ouvir o consumidor e esclarecer os pontos de divergências e estabelecer um processo de melhoria continuada.
Entender o cliente é o melhor caminho para atender sempre. Não adianta ignorar ou minimizar o consumidor, é preciso abrir canais de diálogo para ampliar e consolidar uma relação saudável e rentável para todos.
Afinal, o cliente tem sempre razão.
Luciano Vacari é gestor de agronegócios e diretor da Neo Agro Consultoria.

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