Em vídeo divulgado em suas redes socais, Margareth aponta que o caso deve ser exemplarmente investigado e devidamente punido
“Não é possível tolerar corporativismo profissional no caso do advogado acusado de violência contra inúmeras mulheres”. A afirmação é da presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC) e presidente nacional da ABR (Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus), Margareth Buzetti, se referindo às acusações contra um advogado denunciado recentemente.
Em vídeo divulgado em suas redes socais, Margareth aponta que o caso deve ser exemplarmente investigado e devidamente punido. “Este caso mostra que a violência contra as mulheres está cada vez mais forte e em todas as camadas da sociedade. Aos homens, um questionamento: o que será que sentiriam se vissem sua mãe, irmãs e até filhas sendo agredidas, como foram tão covardemente agredidas as vítimas do denunciado?”.
A empresária lembra que o caso ganhou repercussão justamente na semana em que Mato Grosso inaugurou sua primeira Delegacia de Plantão 24 horas de atendimento a vítimas de violência doméstica e sexual. Até agora, pelo menos dez mulheres já denunciaram o advogado por violência psicológica, física e sexual.
Além da violência, as vítimas contam que eram perseguidas e ameaçadas pelo agressor para que ficassem caladas e não o denunciassem. Em uma das provas apresentadas por ela, um vídeo mostra o advogado agredindo uma médica, com quem foi casado, dentro do elevador.
“Como mulher, como mãe e avó fico chocada em ver que, em pleno século 21, crimes como este, comprovados em vídeos, ainda aconteçam. Está é uma causa de todas nós mulheres e estaremos atentas ao desenrolar dos fatos”, completa Buzetti.
Várias entidades, como o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher e o Instituto dos Advogados de Mato Grosso, já manifestaram seu repúdio aos atos e cobram da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), da Polícia Civil de Mato Grosso e do Judiciário a apuração do caso e medidas urgentes contra o agressor. A pedido da Comissão de Direito da Mulher, a OAB-MT instaurou um processo administrativo no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para apurar as denúncias contra um advogado.

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