Nestor Fidelis
Ele foi determinante para a eleição do Chefe do Poder Executivo. A sua atuação profissional sempre é lembrada pelos resultados alcançados. Ao tomar posse do cargo público de livre nomeação e exoneração, trabalhou diuturnamente arrimado na técnica, na ciência, na transparência, no controle da gestão e da legalidade dos atos.
A exoneração foi resultado de ter cumprido a sua missão e em decorrência de não concordar (e de nem ter atendido) com interferências "não-técnicas".
Com a consequência disso: as coisas passam a transcorrer de acordo com a vontade pessoal daqueles que usam de falas politiqueiras para fazer populismo. E esse populismo tem resultado para os interesses eleitorais deles, que não suportam a ideia discordante das demais pessoas que ousam em emitir seu pensamento.
Ninguém mais passa a saber das coisas que ocorrem, ou, quem sabe por ter informações privilegiadas (decorrentes de relatórios clandestinos) não cumpre seu papel institucional.
Como mudar esse quadro? Dizer que as respostas serão dadas nas urnas é lindo, mas pouco efetivo. Deixar de escolher governantes e representantes parlamentares, abdicando de aprender e crescer com a liberdade de escolha responsável mais se assemelha a fuga de um dever cívico e moral do que agir com maturidade emocional e social.
Não é fácil encontrar respostas, tampouco passar receitas, como se cada um fosse o dono da verdade.
Todavia é possível cogitar de medidas salutares para que saibamos lidar com essa triste realidade que se repete:
a) conversar com desapego para não cair em fanatismo e conseguinte cegueira, ouvindo, refletindo, opinando, enfim, crescendo;
b) estudar, analisando os casos da história recente ou mais remota;
c) participar proativamente da vida da comunidade, seja no condomínio, na rua, no bairro, na escola, etc.;
d) ciente da existência de Deus e de Sua Providência, desenvolver a fé raciocinada, aquela que não é morta e que dá frutos;
e) educar com amor e firmeza, dialogando com crianças e jovens de modo a formar cidadãos de bem e, principalmente, sendo boa referência a eles;
f) esforçar-se para domar as próprias más inclinações que todos nós temos, procurando agir de acordo com a consciência, aprendo a se libertar do egoísmo e do orgulho que tanto prejudicam a marcha de evolução da sociedade.
Enfim, este é um pequeno rol exemplificativo que nos surge em um triste momento. Porém, momentos assim continuarão a existir enquanto casa pessoa continuar pensando de forma egoíca, ocupando-se mais em alcançar meras vantagens pessoais momentâneas, cujas consequências pessoais e coletivas também chegarão, cedo ou tarde.
Vale a pena mais compreender do que tentarmos ser compreendidos, e mais testemunhar a verdade, atendendo aos reclamos da consciência.
Muita paz! Que Jesus abençoe a nossa nação e as nossas famílias!
Nestor Fernandes Fidelis é advogado e ex-procurador geral do município de Cuiabá.
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