João Edison
Entramos no segundo mês das complicações com o coronavírus. Graças a atitudes de isolamento e o alto grau de responsabilidade de parte da cidadania, há um número aceitável de casos em comparação com outros países, apesar dos registros crescentes e da dor por perdas de vida.
Acontece que o tempo de isolamento vertical tem data de validade e se faz necessário colocar o município, o estado e o país para funcionar. Aqui neste ponto reside a solução e o perigo e algumas questões precisam ser respondidas para abrir as portas, ou mesmo já com as portas abertas, uma vez que o conjunto de dúvidas é infinitamente superior as respostas.
Independente se você é patrão ou empregado, autônomo ou desempregado, é necessário fazer tais questionamentos.
Primeiro: como e quais medidas sanitárias (protocolo sanitário) devo praticar para que não contribua com a contaminação e venha causar um retrocesso no processo e normalização do funcionamento das coisas? Pior do que foi parar seria ao retomar ter que fechar novamente. É melhor perder alguns “clientes teimosos” que insistem em ficar fora do protocolo sanitário do que ter que fechar as portas novamente pelo fato de haver descontrole na contaminação. É responsabilidade cidadã todos os cuidados exigidos.
Segundo: preciso entender que o que eu fazia e da forma que eu fazia dificilmente retornará. Então preciso ver quais adaptações tenho que acelerar e quais procedimentos terei que fazer para que a minha atividade não tenha abrupta perda de resultado ou mesmo perda de competitividade.
Terceiro: é necessário prestar atenção em tudo que gira em torno da produção de alimentos, tecnologia e energia. São os campos crescentes e necessários para girar o motor dos novos tempos que já é ontem.
Um ouvinte do jornal da rádio Jovem Pan Cuiabá mandou uma mensagem falando que as pessoas tem que, ao reabrir pensarem também na segunda porta, aquela além da física, que é a porta virtual (internet). Este fator é real inclusive para o empregado dito “trabalhador normal”. O eixo de concentração de consumo já é outro.
Há atividades e formas de execução que saíram de mercado em um piscar de olho. As que voltarão e que irão resistir, se adaptar, se reinventar ou mesmo as novas precisam saber urgente: quais conhecimentos e quais ferramentas tecnológicas tenho que dominar ou adquirir para dar sequência em minhas atividades? A vida, em breve ou não, voltará ao normal. As atividades e o modus operandi dificilmente.
João Edison é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso.

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