Da Redação
Em decisão da Justiça – 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na esteira da Operação Quadro Negro, deflagrada na manhã de hoje (22), constam as revelações do ex-governador Silval Barbosa sobre esquema montado no Cepromat – Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso, para assegurar pagamento de dívidas de seu grupo político.
Um dos alvos da operação é o empresário Valdir Piran, preso em Brasília. A operação também se respalda em depoimento do ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf.
A Justiça também assegurou o sequestro de R$ 10 milhões – considerando o valor em imóveis e veículos de luxo.
Consta em trecho da decisão que “embora o Relatório Técnico de Auditoria nº 84/2015 ter materializado as irregularidades na contratação e execução desses contratos, de modo a subsidiar a instauração de investigação criminal, sustenta a autoridade Policial que os trabalhos investigativos ganham corpo por conta dos depoimentos prestados pelos Colaboradores SILVAL BARBOSA, PEDRO NADAF e MARILENA APARECIDA RIBEIRO E SILVA, os quais foram uníssonos ao indicar que os Contratos nº 13/2014 e 40/2014 foram deliberamente manipulados com a finalidade precípua de desviar recurso públicos, para saldar dívida contraída pelo ex-Governador SILVAL BARBOSA com o empresário VALDIR PIRAN”.
Em outro trecho da decisão, se destaca reunião realizada na Casa Civil a fim de “organizar” o esquema: “segundo consta da Representação, VALDIR PIRAN foi o responsável por apresentar WEYDSON SOARES ao então Governador SILVAL BARBOSA, como representante legal da empresa AVANÇAR TECNOLOGIA e que em reunião ocorrida na Casa Civil, com a participação de SILVAL BARBOSA, PEDRO NADAF, WEYDSON e VALDIR, teriam acertado sobre contratação da empresa mediante o repasse de contrapartida no valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) no valor do contrato, ocasião em que foi autorizado à PEDRO NADAF a operacionalização da contratação a fim de materializar o retorno financeiro para pagamento de parte da dívida que o então Governador mantinha com VALDIR PIRAN, o qual era conhecedor de que o pagamento seria proveniente de propina”.
As ordens judiciais foram decretadas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes da 7ª Vara Criminal da Capital. Ao todo foram expedidos 6 mandados de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão domiciliar, que serão cumpridos nas cidades de Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Luziânia-GO.

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