Da Redação
Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o 3º Sargento da Polícia Militar, Roosevelt Ferreira da Silva, por supostamente deixar uma vítima de ocorrência cega de um olho após disparo.
Segundo o MP, o atendimento de uma ocorrência sobre suposta perturbação do sossego alheio, em Alto Paraguai, resultou em fratura e evisceração (arrancamento) do olho esquerdo de um dos acusados que tornou-se vítima da ação de um sargento da Polícia Militar. O fato, que aconteceu no dia 18 de novembro do ano passado, consta em denúncia criminal oferecida na terça-feira (13) pelo MPE.
Acusado de ser o autor dos disparos efetuados contra a vítima Allisson Santiago de Arruda Leite, com a utilização de uma espingarda calibre 12 carregada com munições de elastômero (borracha), o 3º Sargento da Polícia Militar Roosevelt Ferreira da Silva responderá pelo crime previsto no artigo 209 do Código Penal Militar (Ofensa à integridade corporal de natureza grave que resultou em debilidade permanente de sentido e deformidade duradoura).
Consta na denúncia que no momento em que os disparos foram efetuados, Bruno Ricardo de Souza, amigo da vítima, tentou socorrê-la e acabou sendo atingido por outro disparo efetuado pelo 3º Sargento, que também provocou lesão em seu braço esquerdo. Em relação a esse fato, o denunciado responderá pelo crime de lesão corporal de natureza leve.
“Conforme as circunstâncias observadas, é indubitável que o denunciado agiu de forma intencional e absolutamente desproporcional tanto com seu ataque à vítima Allisson, assim como, de modo plenamente injustificável, com relação ao ofendido Bruno Ricardo de Souza, que sequer esboçara algum ato de injusta e iminente agressão em desfavor da guarnição”, relatou o promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, em trecho da denúncia.
De acordo com as investigações, as vítimas estavam em uma conveniência e o PM suspeitou que Allisson Santiago de Arruda Leite era o proprietário do veículo que estava com o som alto. Ao exigir a documentação, iniciou-se uma discussão que resultou na tragédia descrita na denúncia.
Com informações MP

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