Da Redação
Balanço disponibilizado pelo Estado no final da tarde de hoje (27) considera que a greve deflagrada pelos trabalhadores na Educação não atingiu a maioria das unidades de ensino. Conforme o levantamento, a greve foi confirmada em 322 escolas, mas 360 não acompanham o movimento. O Sintep confirmou plenária no dia 10 de junho, mas considera eventual mudança no calendário de ações, dependendo de contraproposta do Executivo.
As informações destacam ainda que a greve é parcial em 15 unidades e outras 61 passaram por assembleia. No mapeamento, o Estado considera seis unidades sem contato, totalizando 767 escolas da rede pública estadual.
Apesar dos pedidos do Governo tentando evitar a greve, a categoria manteve deliberação, acentuando a luta para garantia de reivindicações - como o reajuste salarial. O Executivo destaca impedimentos para concessão dos pleitos, frisando o quadro de crise financeira nos cofres públicos.
Recentemente, o governador Mauro Mendes fez questão de assinalar que "se greve resolver, vamos todos fazer greve", em menção ao cenário de extrema dificuldade de fluxo financeiro e ao déficit do Estado - que somava no início do mandato do democrata quase R$ 4 bilhões. Mesmo com as medidas implementadas por Mendes e sua equipe, com corte de secretarias, demissões (ainda em análise) e uma forte política de combate à sonegação fiscal - os sinais de avanços na arrecadação ainda estão distantes do desempenho necessário ao pleno equilíbrio fiscal e financeiro.
A perspectiva do Estado é de que ao longo de até dois anos - a crise mais greve nos cofres públicos de Mato Grosso possa ser atenuada em sua essência.
O Sintep, por sua vez, mantém entendimento de que o Executivo deve rever sua posição, questionando as explicações do Estado e criticando pontos como a política de incentivos fiscais - que para especialistas no assunto é considerada fundamental para o desenvolvimento de Mato Grosso.
Ao final da tarde de hoje, em trecho de comunicado, o Sintep assinala que "segundo alertou o presidente do sindicato, Valdeir Pereira, o governo fala em Lei de Responsabilidade Fiscal, sobre recursos mínimos. Não contabiliza no montante da Educação, recursos que não chegam no caixa da pasta, como determina a Constituição Estadual. Foram lembrados durante a passeata o percentual da Educação que deveria sair das isenções e anistia fiscal (artigo 245, parágrafo 3º) e não são contabilizados". “Se chegassem, entraria cerca de R$1 bi de incremento para a Educação”, destacou o sindicalista.
Entre outros pontos, o Sintep acentuou que "a categoria está em Assembleia permanente o que determina que a qualquer momento podem convocar os profissionais para analisar uma contraproposta. Caso contrário, apenas dia 10 de junho uma nova plenária será realizada".

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