Foi apresentado nessa semana, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei nº 535/2019, que prevê a proibição da comercialização e uso em locais públicos de narguilé por pessoas menores de 18 anos de idade, em Mato Grosso. Essa também é uma das propostas do primeiro-secretário da Casa de Leis, o deputado Max Russi (PSB).
Pela proposição, os estabelecimentos deverão fixar placas informativas sobre a proibição, além de exigir documento de identidade no ato da venda do produto. Já a suspensão se estende a praças, áreas de lazer, ginásios e espaços esportivos, escolas, bibliotecas, espaços de exposições ou qualquer outro lugar de concentração ou aglomeração de pessoas.
"Muitos estudantes fumam o narguilé em frente às escolas, praças públicas e parques. Podemos contabilizar ainda os fumantes indiretos. Essa é uma realidade que precisa ser mudada em nosso estado", argumentou o deputado.
Russi alertou sobre a última pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ela aponta que uma hora de uso do narguilé equivale a fumar 100 cigarros. O estudo conclui que a fumaça aspirada pelo usuário é composta por 100 vezes mais alcatrão, 4 vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono.
Dentre os pontos enumerados pelo deputado, também estão os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que comprovam riscos de disfunção erétil, infarto, pneumonia e câncer no pulmão.
"São vários problemas causados, por isso, vejo essa proibição como uma medida necessária. Precisamos dificultar esse acesso, que será um alívio para os pais e, principalmente, para a saúde de nossos filhos", reforçou.
O narguilé é um cachimbo de água no qual o tabaco aromatizado é queimado com o uso de carvão, e é fumado por meio de uma mangueira. Seu consumo lento possibilita a absorção de maiores quantidades de nicotina, ocasionando náuseas e tonturas.
Da Assessoria

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