Da Redação - FocoCidade
O depoimento do ex-governador Silval Barbosa na CPI da Câmara de Cuiabá, que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro, reafirma a versão do ex-chefe de gabinete, Sílvio Corrêa, de que o dinheiro repassado a deputados estaduais, na gestão passada, e que foi filmado, era propina.
O ex-gestor do Estado rebate a tese de defesa do prefeito, de que o dinheiro a ele repassado, era relativo à uma dívida de pesquisa contratada com o irmão de Pinheiro, o empresário Marco Polo, o Popó.
Silval reconheceu que foram pontuadas pesquisas com Popó, mas nega que o repasse realizado para o prefeito, então como deputado estadual, tenha sido a título de pagamento da dívida. O ex-governador afirma que os repasses ocorreram em razão de “extorsão” de parlamentares para com o Executivo.
Silval também assinalou o cenário de caixa 2 em campanha eleitoral, ao asseverar que a maior parte dos recursos utilizados em pleitos eleitorais passados burlaram a legislação.
Em relação ao repasse da “verba” aos parlamentares, que segundo o ex-governador seriam em torno de 20, ele considerou que a “lista” foi entregue ao Ministério Público Federal.
Também disse que o dinheiro utilizado para repasse aos parlamentares foi assegurado em esquema de propina com empresas no setor de infraestrutura.
Na quinta-feira (22), o prefeito Emanuel Pinheiro reafirmou sua versão acerca das acusações, destacando que o dinheiro recebido por ele, então como deputado estadual, se referia à dívida de Silval com Popó, relativa à contratação de pesquisa e que nesse quadro, seu irmão aciona o ex-gestor na Justiça.
Pinheiro disse ainda que o depoimento de Sílvio Correa confirma sua tese de defesa, já que reconheceu a contratação de pesquisas por Silval. Afirmou que irá provar na Justiça a lisura dos procedimentos. Corrêa, por sua vez, se alinha à acusação de Silval Barbosa.

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