Fabricio Carvalho
Neste dezembro, quando se comemora a mais importante data do calendário da UFMT, o seu aniversário de 47 anos, falo neste espaço da estreita relação entre o desenvolvimento de um povo (nação, estado, região, município) e o grau de cultura, de educação a que ele tem acesso. Quanto mais acesso a educação e cultura, mais desenvolvido é o povo, e num sentido amplo: não só a satisfação das necessidades básicas do ser humano, mas o desfrute de uma situação de bem-estar, de pleno desenvolvimento humano, de vivência dos bens imateriais como a cultura e a arte em todas as suas manifestações.
Em tempos bicudos como os de hoje, num país ainda limitado por tantos problemas e onde se observa que, cada vez mais, os sinais são de falta de investimento em educação, em ciência e tecnologia, em cultura, enfim, quando se percebe que isso não é pauta de prioridade para o desenvolvimento nacional, a Universidade Federal de Mato Grosso continua o seu caminho de desbravar o Centro-Oeste levando possibilidades de crescimento para o centro do Brasil, ofertando mais vagas, formando bons profissionais em cursos bem avaliados no Índice Geral de Cursos do MEC, dialogando com o mercado produtivo, abrindo-se para a internacionalização ao acolher estudantes de todo o mundo, realizando eventos grandes como foi a recente reunião do Grupo Coimbra no campus Cuiabá.
E, por falar em aniversário, como destaquei no início, este dezembro me traz outra agradável lembrança: além de festejar os 47 anos da Universidade, celebro a marca de 20 anos de carreira na Orquestra Sinfônica. E a Orquestra é, inequivocamente, uma das pontas de lança desse modo de ser tão característico da UFMT, desse modo de sermos a Universidade do centro do Brasil, que nasceu Uniselva e não se esquiva de dar a sua contribuição personalíssima ao Estado e ao país, na condição de uma academia ao mesmo tempo regional, nacional e universal.
Por isso, inclusive, o programa do concerto da Orquestra Sinfônica que celebra os 47 anos da UFMT e os 20 de minha carreira, que acontece neste domingo, às 18h, ao lado do Restaurante Universitário, com entrada franca, é popular e ao mesmo tempo brejeiro e sofisticado. Passeia pelo mundo erudito de um Mozart, relembra grandes trilhas sonoras de cinema como “E o Vento Levou”, homenageia o amor e as mulheres com a dolente “Con te Partiró”, de Francesco Sartori, vai na energia contagiante do rock sinfônico de “Stairway to Heaven”, do Led Zepellin, liga Mato Grosso e o mundo com “Um violeiro toca”, de Almir Sater (participação de Jhonny Everson) e “Pixé”, de Moisés Martins e Pescuma (participação de Pescuma e Claudinho). E fecha com “Romaria”, de Renato Teixeira, trazendo os convidados Pescuma, Claudinho e Instituto Flauta Mágica.
Então, neste domingo, se achegue mais. Ao cair da tarde, reúna a família, os amigos e venha dividir conosco esse momento de arte e sensibilidade. Um momento pra curtir uma boa sessão de pipoca, algodão doce e música.
Fabricio Carvalho é Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso.

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