Sonia Fiori - Da Editoria
No quadro “vermelho” dos cofres públicos de Mato Grosso, o principal desafio nesse momento é garantir fluxo de caixa suficiente para assegurar o cumprimento do cronograma de pagamento da folha de servidores. Em que pese os esforços, o Executivo admite a possibilidade de não conseguir quitar a folha integral até o dia 10 do mês subsequente, como está previsto em calendário.
Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Oliveira, o atual transcorrer das receitas aponta recursos para saldar cerca de 90% da folha, incluindo ativos e inativos. Ele admite “pressão na receita” para efetivar o montante real necessário para cumprimento do pagamento integral.
A “pressão”, no entanto, não foi ainda traduzida em chance de aumento de impostos, sendo esse canal em princípio descartado pelo governador Pedro Taques (PSDB) durante coletiva à imprensa nesta sexta-feira (03), na sede do Executivo de Mato Grosso.
O chefe do Executivo estadual fez questão de frisar sua atenção e reconhecimento ao direito do servidor de recebimento em dia do salário. “O servidor é prioridade na nossa administração. O pagamento da folha é dever do Estado e o servidor tem direito ao recebimento de seus salários dentro da programação”.
O Governo enfrenta dissaborares em atos de servidores que temem atrasos no pagamento da folha e ainda perda de direitos adquiridos junto à PEC do Teto de Gastos, já aprovada em primeira votação na Assembleia Legislativa. Taques assinala respeito às Leis.
Taques também lembrou que 10 estados passam por situação de desconforto nos cofres públicos, caso de Mato Grosso.

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