Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, alvo da Operação Malebolge da Polícia Federal nesta quinta-feira (14), disse por meio de nota que "nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar qualquer ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade".
Policias federais cumprem 64 mandados de busca e apreensão que atingiram as residência de Maggi em Brasília e em Rondonópolis além da sede da Amaggi na Capital.
Maggi refuta acusação de tentativa de obstrução da Justiça. O ministro é acusado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) de liderar um esquema de atos ilícitos e que teria culminado em desvio de dinheiro público, com envolvimento de deputados e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Confira a nota na íntegra:
"Sobre a operação realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (14), esclarecemos que:
1. Nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar qualquer ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade.
2. Ratifico ainda que não houve pagamentos feitos ou autorizados por mim, ao então secretário Eder Moraes, para acobertar qualquer ato, conforme aponta de forma mentirosa o ex-governador Silval Barbosa em sua delação.
3. Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas. Sempre respeitei o papel constitucional das Instituições e como governador, pautei a relação harmônica entre os poderes sobre os pilares do respeito à coisa pública e à ética institucional.
4. Por fim, ressalto que respeito o papel da Justiça no cumprimento do seu dever de investigação, mas deixo claro que usarei de todos os meios legais necessários para me defender e reestabelecer a verdade dos fatos."
Blairo Maggi

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