Cynthia Lemos
Dei as boas-vindas a uma colaboradora nova, que começou há 2 semanas, no financeiro. E perguntei a ela:
E aí o que está achando da empresa? Com um sorriso amarelo, ela respondeu:
- Legal.
Depois entendi o motivo. Após a aprovação para ocupar a função, ela entrou pela porta da empresa direto para o financeiro, e ali foi treinada arduamente pela gestora da área para dar conta da tarefa.
Ela não foi apresentada à empresa. Seu caminho era da entrada para a sala do financeiro, onde saia só para o almoço ou ir embora.
Ela não conhecia ninguém, e nem sabia nada sobre a essência da empresa.
Era uma colaboradora do século XXI, inserida em um sistema inconsciente da era Fordismo, alienada a sua função e desconectada dos outros setores e processos. Consequentemente em pouco tempo, sentiu-se desmotivada, desanimada, improdutiva e limitada.
Inserida também naquele grupo da famosa frase proferida por muitos gestores:
- Limitada! Não pensa! É duro encontrar gente boa.
Naquele movimento comum, que costumo observar nas empresas, nas quais o líder se isenta de responsabilidade e culpa o outro, o sistema ou a crise pelos resultados negativos.
POR QUÊ?
PARA QUE?
São perguntas que deveriam existir no vocabulário de todo líder e de todo profissional, quando falamos de metas e direcionamentos.
Empresas de sucesso são compostas de pessoas que são comprometidas com a essência da empresa. Envolver as pessoas a nível de essência, não é possível com respostas, que infelizmente, ainda ouço em algumas organizações.
-Por que?
-Porque o chefe mandou ...
-Para que?
-Para você não perder seu emprego.
-Por que?
-Porque eu tô mandando!
Infelizmente, eu digo, que isso talvez seja um dos maiores motivos de um “descomprometimento” e que geram alguns comentários entre os gestores decepcionados:
- Parece que as pessoas não pensam! Fazem as coisas por fazer. Por obrigação!
Diante desses acontecimentos, convido você a fazer a primeira reflexão em relação ao "descomprometimento" da sua equipe: Como você trata essas pessoas?
Você é um líder que incentiva as pessoas da sua equipe a pensarem? Você é um líder que faz pergunta ou entrega todas as repostas? Tudo sempre pronto?
Em que nível você se coloca ao se relacionar com as pessoas que lidera?
Você é um gestor que se preocupa em envolver sua equipe com a essência da empresa, ou sua preocupação está somente em fazer com que cumpram a tarefa a eles delegada?
Porque se você os trata desta forma, sem as informações do:
PORQUE (motivo para fazer) e do PARA QUE (consequências da ação para o sistema como um todo), quando você faz um direcionamento, esteja satisfeito, se a sua equipe ainda entrega as tarefas dentro da média. Pois resultados acima da média dependem de pessoas conectadas com a essência da empresa, que colaboram para o cumprimento de uma missão, de um propósito, do motivo de "existir" naquilo que fazem, para além de simplesmente o cumprir de uma atividade.
Aqui estamos falando sobre a essência, o motivo que move cada ação em uma função específica. O que faz o colaborador se sentir feliz fazendo o que faz?
Gestor, convido você a observar:
Qual a essência do negócio que você lidera?
Qual foi o motivo lá atrás, desse negócio ter sido criado, além de gerar recursos financeiros?
A necessidade de quem ele veio suprir? O desejo de quem ele veio atender, que o moveu até aqui?
E ainda provoco você líder: o que lhe conecta nesta função para além das tarefas a serem feitas, para além dos seus ganhos financeiros?
O que lhe mantém neste negócio?
Como você quer ser reconhecido?
Se por acaso você estivesse atrás da porta, o que você gostaria que as pessoas falassem de você?
Essas perguntas lhe ajudarão a compreender a essência do negócio, na qual você faz parte, e que deverão guiá-lo e ser a base de todo o direcionamento que for fazer junto a sua equipe.
Quando for compartilhar uma meta, um objetivo, cobrar os resultados, elogiar ou corrigir um comportamento, neles sempre deverão estar contidos: “O PORQUÊ e O PARA QUE” que serão os grandes conectores das tarefas, da responsabilidade com a essência da empresa.
É isso que move uma organização, é isso que move as pessoas com brilho nos olhos, comprometidas e apaixonadas pelo que fazem! Isso que as faz se sentirem úteis, contribuindo com a organização, não simples peças de um relógio. Como máquinas sem vida.
Cynthia Lemos é Psicóloga Empresarial e Coach na Grandy Desenvolvimento Humano. Especialista no Desenvolvimento de Líderes e Empresas tem a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos. Email: cynthia@grandy.com.br

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Volta às aulas e material escolar: Procon-MT alerta sobre direitos
TJ alerta: CNH definitiva só pode ser cassada após processo
Código de defesa do contribuinte ou do fisco?
Tribunal de Justiça: cancelamento de hospedagem gera indenização
Golpe do falso advogado: TJ barra descontos de empréstimo
Operação apreende mais de 540 kg de cocaína na fronteira
PC prende acusado de série de crimes contra motoristas de aplicativos
Ministro anuncia renovações automáticas de CNH para bons motoristas
Estudo aponta aumento de preço da cesta básica: mais de R$ 800
Operação da PM derruba tráfico de drogas em Várzea Grande