Da Redação - FocoCidade
Em nota assinada pelo presidente, Justino Malheiros (PV), a Câmara de Cuiabá justifica o repasse feito pela prefeitura ao Legislativo de R$ 6,7 milhões a título de suplementação, que provocou críticas pontuando a remessa de recursos ter ocorrido no calor das discussões da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) que atingiu o gestor da cidade, Emanuel Pinheiro (PMDB).
A oposição ao prefeito, que é minoria da Casa de Leis, não conseguiu levar adiante a proposta de criação de CPI para investigar o chefe do Executivo municipal, mas tenta vias como o Ministério Público Estadual (MPE) e a Justiça na tentativa de afastá-lo do comando da cidade.
Emanuel Pinheiro assinala que irá provar na Justiça não ter cometido ato ilícito.
Confira a nota na íntegra:
"1) O orçamento anual do Poder Legislativo é definido pelo artigo 29-A da CF/88, assim, para o Município de Cuiabá corresponde a 4,50% do total arrecadado no exercício anterior das receitas de origem tributária (IPTU, IRRF, ISSQN, ITBI, TAXAS, DÍVIDA ATIVA, FPM, IOF, ITR, LEI KANDIR, ICMS, IPVA, IPI E CIDE)
2) Em 2016 essas receitas somaram o montante de R$ 1,097 bilhão, logo o orçamento do Legislativo Municipal para 2017 deveria ser de R$ 49,5 milhões
3) Todavia a LOA/2017, aprovada em 2016, trouxe um orçamento para o Legislativo Municipal de R$ 42,6 milhões, ou seja, R$ 6,9 milhões abaixo do limite constitucional estabelecido
4) A LOA/2017 aprovada para o Legislativo está inclusive abaixo do valor aprovado e executado em 2016 no Legislativo que foi de R$ 45,1 milhões
5) Logo, sempre foi de conhecimento deste Poder Executivo e do Poder Legislativo, desde a aprovação da LOA/2017 - o que ocorreu na gestão passada - que o valor autorizado para o Legislativo estava aquém das necessidades operacionais da Casa de Leis e abaixo do limite constitucional estabelecido, portanto necessitaria ser suplementado na atual gestão
6) Todavia, a suplementação, ainda que deva ser autorizada pelo Chefe do Executivo por Decreto, não se trata de um ato voluntário ou de ofício deste, sendo necessário o requerimento pelo Chefe do Legislativo indicando as rubricas e dotações a serem suplementadas
7) No mês de maio/2017, a partir da publicação do balanço anual da Prefeitura, quando, então, o Presidente da Câmara teve acesso aos números definitivos da administração, Câmara e Prefeitura deram início às tratativas para efetivar a suplementação.
8) Em 16/08/2017, a Câmara Municipal de Cuiabá, através do seu Presidente, manifestou-se pela suplementação de R$ 6,7 milhões, sendo que após trâmite interno no Poder Executivo para análise do enquadramento do valor dentro dos limites constitucionais, é que foi autorizada através de Decreto Municipal.
Desta forma o presidente da Câmara Municipal, Justino Malheiros, oficiou o poder executivo em 16/08/2017 manifestando pela suplementação."
Presidente da Câmara Municipal
Justino Malheiros

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Recursos: MP destaca que STJ ajusta penas em casos graves
Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje
Taxação da carne bovina brasileira pela China
PM desmantela esquema de furto de diesel no Estado
Cibersegurança municipal: o risco invisível que já bate à porta
Wellington defende derrubada de veto à regularização na faixa de fronteira
TJ: entidade filantrópica pode ingressar ação no foro de seu domicílio
Brasil institui o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento
PC deflagra operação contra furto de defensivos agrícolas
Justiça condena concessionária por morte causada por animal