• Cuiabá, 31 de Agosto - 2025 00:00:00

Delator aponta mulher de ex-secretário como 'operadora' do desvio da Faespe


Jocilene Rodrigues Assunção, esposa do ex-secretário de Administração do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcos José da Silva, é apontada como a responsável pelas ordens do esquema de desvio de dinheiro público em contratos da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) com órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa.

A citação de seu nome e seu papel no escândalo da Faespe consta na colaboração premiada do ex-funcionário da Faespe, Hallan Gonçalves Freitas, junto ao Ministério Público Estadual (MPE).

Os desvios podem chegar a R$ 30 milhões, segundo o Grupo Especializado de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

No curso da Operação Convescote, que investiga as fraudes, Jocilene foi detida, mas conseguiu soltura sendo convertida em prisão domiciliar. Seu marido, Marcos, permanece preso. Na colaboração premiada, Hallan se refere a Jocilene como a líder do esquema, sendo a operadora do recebimento pelos serviços fictícios.  

O Gaeco pontua ser ela proprietária da J. Rodrigues de Assunção EPP. O esquema teria utilizado a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos dos Poderes Executivo e Legislativo no Estado de Mato Grosso (Sicoob), para recebimento de dinheiro desviado nas transações ilícitas. Jocilene surge nesse processo como membro do Conselho Administrativo do Sicoob.

Na esteira das investigações aparecem depósitos em vários bancos. No Banco do Brasil a movimentação financeira foi da ordem de R$ 292 mil em 12 meses, considerando a não identificação de 70% dos créditos. Depósitos em outra instituição bancária, dessa vez o Bradesco, somaram aproximadamente R$ 432 mil.

A Convescote apura desvio de dinheiro público no Poder Legislativo, Tribunal de Contas do Estado (TCE) com possível ramificação na prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura.   

As investigações já teriam constatado rombo de R$ 3 milhões, mas o Gaeco estima que as fraudes lesaram os cofres públicos em pelo menos 10 vezes mais.  




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