Da Redação - FocoCidade
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, descartou a possibilidade de colocar seu nome à disposição da política para pleitear cargo eletivo nas Eleições 2018. Mas no linear da análise sobre o quadro, o ministro deixa nas entrelinhas sinais nessa via.
A negativa do ministro foi pontuada em entrevista à Rádio Capital, na sexta-feira (28). “Sou feliz onde estou hoje. Claro, no futuro a gente vai ter que discutir. Eu brincava, até pouco tempo, dizendo que ficaria no Supremo por 12 anos. Depois as pessoas vinham me provocar e perguntar e aí, quando o senhor vai embora? Eu respondia que eu tinha um compromisso com o PT e dizia enquanto eles estão aí, eu estou aqui”.
Em que pese críticas às posições do ministro, nos bastidores surgem rumores colocando o nome de Gilmar Mendes na seara da política.
Mendes considerou, no entanto, não ter definido acerca de uma eventual saída da magistratura. “Acho que ainda tenho contribuição a dar ao Tribunal e devo participar desse processo de reinstitucionalização. E aí vamos ver o que iremos fazer no futuro", disse.
Nesse contexto, mencionou as vias abertas para que membros da Justiça adentrem na vida política.
“Tenho a impressão de que isso vai, inevitavelmente ocorrer. Mas há de se falar em desincompatibilização. Quem quiser ser candidato, saindo do Judiciário, deve sair definitivamente e assumir isso. Da mesma forma, em relação aos membros do Ministério Público”, assinalou.
Acrescentou ainda que nesse caso, de ingresso na vida política, é necessário que os membros do Judiciário deixem a magistratura.
“Sei que há um movimento, por parte de algumas associações, no sentido de um certo licenciamento. Mas isso vai se prestar a abuso como conhecemos em outros países. A Jurisprudência do Supremo, tanto em relação aos membros do MP e a juízes, é claro, no sentido de quem quer ser candidato, deve deixar suas funções no tempo adequado”.
Disse ainda que não analisa com “boa impressão” a possibilidade de que membros da magistratura venham a substituir a classe política.
“Não tenho muita boa impressão da ideia de que podemos substituir a classe política por juízes ou promotores. Tenho até brincado, dizendo que considerando nossos padrões hoje de gestão, os juízes que administram os Tribunais em geral, e promotores também, se fossemos administrar o Deserto do Saara, em pouco tempo faltaria areia. Então, não acho que nós sejamos bons administradores e gestores”.

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