FOLHAMAX
O empresário Alan Malouf depõe neste momento sbre o esquema criminoso na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) nos trâmites referentes à “Operação Rêmora”, que apura supostas fraudes na pasta durante a gestão do ex-secretário Permínio Pinto (PSDB). As declarações do empresário são feitas durante interrogatório à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.
Alan Malouf é réu na terceira fase da Rêmora, denominada “Grão Vizir”, junto com o engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva, que também irá depor hoje . Eles são acusados de participarem do esquema criminoso que desviava dinheiro da Educação estadual.
Malouf chegou a ser preso preventivamente, porém foi colocado em prisão domiciliar dias depois. A “Operação Rêmora” apura crimes praticados na Seduc durante a gestão do ex-secretário Permínio Pinto, de janeiro de 2015 a maio de 2016.
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14H03 - O empresário assegura que fez a entrega pessoalmente R$ 40 mil para Guilherme Maluf e nunca teve contato com Nilson Leitão, apesar de ser informado por Giovani Guizardi que o parlamentar tucano recebia dinheiro do esquema. Malouf também confirma repasses de dinheiro para Permínio na sede do buffet Leila Malouf e em sua casa. Termina o depoimento de Alan Malouf.
14H00 - Alan Malouf revela ainda que Pedro Taques e o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, lhe prometeram influenciar junto a Justiça para conseguir que o empresário Giovani Guizardi fosse solto. Numa reunião em maio do ano passado no palácio Paiaguás, de acordo com o dono de buffet, a promessa teria sido feitya. "Primeiro, foi preso o Giovani, depois o Permínio e eu. Eu alertei o Pedro e o Paulo que os dois estavam fazendo negócios na Seduc para saldar dívidas de campanha e ele sempre me dizia para ficar tranquilo que ele iria dar um jeito, mas isso não ocorreu", contou.
13H55 - O empresário comenta que acompanhava o governador em atos na campanha de 2014 sem nenhum interesse. Diz ter gasto R$ 2 milhões do próprio bolso na campanha, sendo que recuperou apenas R$ 260 mil através da propina recebida na Seduc. "Fiz um empréstimo no final da campanha pedido pelo governador para fechar tudo", assinala sem entrar em detalhes.
13H52 - Alan detalha que o esquema quitou dívidas da campanha de Nilson Leitão através do secretário Permínio Pinto e do ex-assessor Fábio Frigeri. O empresário revela que um dia, no edifício Avant Garden, apontado pelo MPE como QG da organização criminosa, viu Giovani Guizardi, a quem conhece a 12 anos, se reunido com um delegado, cujo nome não se lembra.
13H50 - Segundo o empresário, quem inventou o esquema para arrecadar propina de empresários na pasta foi Giovani Guizardi, que o convenceu a aceitar após três tentativas. Alan reafirma ter sido um dos coordenadores da campanha de Pedro Taques ao Governo e que ficaram dívidas de campanhas que precisavam serem quitadas. Ele lembra que Permínio Pinto foi colocado como secretário de Educação pelas mãos de Nilson Leitão e Guilherme Maluf.
13H40 - Alan Malouf confirma que recebeu uma doação do empresário Giovani Guizardi no valor de R$ 300 mil para a campanha do governador Pedro Taques, em 2010. Todavia, ele frisa ter sido "fruto" de caixa dois, pois não foi declarada a Justiça. O dono de buffet assinala que o governador tem "ciência e sabe" que o repasse não foi contabilizado.
13H36 - O depoimento de Alan Malouf começa esquentar. Ele garante que, além de Permínio, os deputados estadual Guilherme Maluf e o federal Nilson Leitão, ambos do PSDB, recebiam propina. "A informação era repassada pelo Giovani", assinala.
13H32 - Começa o depoimento de Alan Malouf. Acompanhado do advogado Huendel Rolim, ele informa que deseja colaborar com as investigações e que a denúncia feita contra ele pelo Gaeco é verdadeira. Ele comenta que nunca participou de reuniões com empresários, mas acabou sendo beneficiado com R$ 260 mil do esquema.Ele explica que foi procurador pelo empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo, e em seguida o apresentou ao então secretário Permínio Pinto em março de 2015.

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