Da Redação - FocoCidade
Mato Grosso será destaque em reportagem do Fantástico, neste domingo (14), como anunciado em chamada da Rede Globo no sábado (13). O foco do programa se pontua no cenário de grampos ilegais por meio de Central de Escuta capitaneada pela Polícia Militar.
Dentro da ordem e para determinados fins, o grampo de telefone é permitido, com devida e expressa autorização da Justiça. Ao que tudo indica, o sistema democrático de direito foi ferido gravemente em evidente atentado aos princípios da Constituição.
Isso porque a autorização Judicial, por meio da Comarca de Cáceres, para os grampos se deu em meio a um pedido feito pela PM para investigar uma organização criminosa, com participação de policiais “que estariam controlando tráfico de drogas na região fronteiriça com a Bolívia”, conforme os autos.
Ocorre que denúncia e investigações apontam a possível utilização dessa autorização judicial para inserção de escutas clandestinas, numa rede à parte, que teriam atingido autoridades, políticos, parlamentares, advogados e jornalistas.
O assunto foi levantado pelo promotor de Justiça, Mauro Zaque, quando em 2015 ocupava o comando da Secretaria de Estado de Segurança Pública, sendo levado à conhecimento do governador Pedro Taques (PSDB), que pontua ter pedido a exposição por meio de ofício.
Tal ofício chegou ao Palácio Paiaguás, sendo segundo o governador, remetido para investigação junto às instâncias competentes, no caso, o Ministério Público, que posteriormente decidiu pelo arquivamento da denúncia.
A celeuma agora se dá na afirmativa do promotor Mauro Zaque sobre um segundo ofício, de outubro de 2015, acrescido de novos elementos, que Taques afirma nunca ter tomado conhecimento. Sobre esse documento, que teria balizado investigação a cargo da Procuradoria Geral da República, Taques afirma “ser uma fraude” de Zaque, considerando que o número de protocolo do 2º ofício remete para um processo da Secretaria de Estado de Infraestrutura, ou seja, não existiria tal documento a respeito da escuta ilegal.
Os reflexos desse quadro provocaram a saída do staff do secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Segundo o governador, Paulo na condição de advogado, fará a defesa de sua honra.
O receio de que grampos ilegais chegaram na esfera judicial tem deixado a Justiça de Mato Grosso a postos. O mesmo ocorre em outras instâncias, como a OAB que adverte para a gravidade do ocorrido. O Governo assinala ordens para investigar o caso, que poderá gerar crise sem precedentes no âmbito da política do Estado.

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