Rômulo Rampini
De tempos em tempos, um produto simples conquista a atenção de milhões e vira febre no Brasil. Nos últimos meses, foi a vez do Morango do Amor — uma mistura de brigadeiro branco, calda crocante e apelo visual que dominou redes sociais, feiras e vitrines improvisadas por todo o país. O sucesso foi tão grande que não faltaram versões gourmet, kits personalizados e até filas quilométricas em portas de docerias. Mas por que um doce tão básico viralizou dessa forma? E mais importante: o que isso ensina para quem precisa vender todos os dias?
Primeiro, vale entender que o sucesso não veio só do sabor — veio da experiência. O som da casquinha quebrando, a imagem brilhante e vermelha, o nome carregado de emoção e nostalgia. Cada detalhe foi um gatilho emocional e sensorial. Isso não é mágica, é marketing bem feito. Enquanto muitos empresários estão preocupados em criar ofertas complexas, com dezenas de variações e nomes técnicos, o Morango do Amor provou que vender bem é, acima de tudo, comunicar de forma simples e tocar o emocional. Não há nada de novo nisso: o consumidor continua comprando com os olhos, com o coração e com a facilidade.
O que se destaca nesse caso é a técnica escondida por trás do “acaso”. Um produto visualmente marcante, fácil de entender, com nome envolvente e apelo direto. Tudo isso embalado num formato fácil de ser gravado, compartilhado e reproduzido. É o tipo de produto que nasce com potencial de viralizar — porque respeita os princípios fundamentais do marketing moderno: imagem forte, história simples e emoção clara. Agora pense no seu negócio. Você está facilitando a decisão do cliente ou complicando com excesso de opções, nomes frios e propostas pouco visuais?
A verdade é que qualquer empresa pode aplicar os mesmos fundamentos. Toda marca tem um momento visual que pode ser transformado em conteúdo — seja o clique de um botão, o brilho de um acabamento ou o antes e depois de um serviço bem feito. Toda marca tem um produto que poderia ser o “herói” da comunicação, mas que fica perdido no meio de um cardápio genérico. E todo negócio pode explorar nomes e mensagens com mais emoção e menos descrição técnica. Só precisa parar de tentar agradar todo mundo e começar a se comunicar com foco e intenção.
Enquanto muitos esperam um “vídeo viral” cair do céu, as empresas que mais crescem hoje são aquelas que planejam como serão vistas, lembradas e compartilhadas. É método, não mágica. O Morango do Amor pode até sair de moda. Mas a lição que ele deixa é duradoura: vender bem é simplificar, emocionar e tornar irresistível. Não é só sobre o que você vende. É sobre como você mostra.
*Rômulo Rampini é estrategista em marketing digital, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da 3TRÊS, uma das agências mais recomendadas em performance digital em Mato Grosso – @tr3scomvc

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