Márcio Coimbra
No fatídico dia 7 de outubro de 2023, Israel foi vítima de um ataque terrorista premeditado, coordenado e de uma brutalidade chocante, perpetrado pelas mãos do Hamas e da Jihad Islâmica. Terroristas invadiram deliberadamente comunidades israelenses ao longo da fronteira com Gaza, aldeias pacíficas e até um festival de música. Seu objetivo declarado era o máximo de morte e destruição. Os terroristas cometeram atrocidades indescritíveis: massacraram civis indefesos em suas casas, executaram famílias inteiras, queimaram pessoas vivas e sequestraram mais de 240 reféns.
Por trás dessa onda de terror está a República Islâmica do Irã. O país persa é o principal patrocinador estatal do terrorismo na região, fornecendo centenas de milhões de dólares anualmente, além de armas, treinamento militar, tecnologia de mísseis e foguetes e apoio logístico. Os principais beneficiários são os Houthis no Iêmen, Hamas em Gaza, Hezbollah no Líbano e Jihad Islâmica com base na Síria. Líderes iranianos, incluindo altos comandantes da Guarda Revolucionária, têm proclamado publicamente seu apoio e orientação a esses grupos, incitando-os constantemente à destruição de Israel. O ataque de 7 de outubro não foi um ato isolado, sendo o ápice de anos de investimento iraniano e doutrinação ideológica, projetado para infligir o máximo de sofrimento a Israel e desestabilizar toda a região.
O Irã, sob o regime dos aiatolás, ainda avançou agressivamente em seu programa nuclear ilegal, enriquecendo urânio a níveis perigosamente próximos do necessário para uma bomba atômica. Relatórios da AIEA e inteligência ocidental confirmam que o país possui urânio suficiente para múltiplas ogivas nucleares e poderia produzir material bélico em questão de semanas usando tecnologia avançada instalada em locais clandestinos. Diante das reiteradas ameaças genocidas de líderes iranianos é evidente que este arsenal nuclear seria direcionado prioritariamente contra o Estado judeu. Israel entende que a bomba iraniana não é instrumento de dissuasão, mas uma arma de aniquilação, portanto, permitir que o regime dos aiatolás adquira tal poder seria uma condenação à existência de Israel e uma catástrofe para a segurança global.
Diante das esmagadoras evidências de que o Irã não apenas financia, arma e coordena grupos terroristas, responsáveis por décadas de derramamento de sangue israelense — mas também avança a passos acelerados rumo à bomba atômica, ignorando inspeções internacionais, o direito de autodefesa preventiva de Israel não é apenas legítimo: é um imperativo moral e estratégico. Permitir que o regime de Teerã concretize suas ambições nucleares seria assinar a sentença de morte do Estado judeu, transformando uma máquina genocida em potência atômica.
Assim, neutralizar as instalações nucleares iranianas e decapitar sua estrutura terrorista não é uma opção, mas uma necessidade de sobrevivência — um ato de coragem para proteger não apenas civis israelenses sob constante ameaça, mas a estabilidade global, interrompendo o epicentro do terror que alimenta o ódio e a destruição em todo o Oriente Médio. Israel, como nação que carrega o fardo de defender sua existência diante de inimigos que desejam aniquilar seu povo, tem o direito inalienável de agir antes que a calamidade se torne irreversível.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

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